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Como integrar os filhos de diferentes casamentos

Dicas para uma melhor convivência em novas configurações familiares

em 31/08/2012

Foto: Thinkstock

Esqueça aquela família de comercial de margarina: pai, mãe e filhos muito felizes em torno da mesa de café da manhã, enquanto o dia surge lindo pela janela. A família do século XXI se desprendeu desses estereótipos e acabou sendo fragmentada, dando origem a novos tipos de núcleos familiares.

Em um mundo que já aceita com grande naturalidade questões como o divórcio e a decisão de oficializar um novo relacionamento após a separação, as chamadas “família mosaico” são cada vez mais comuns. É importante que os casais saibam lidar com a bagagem que o outro traz do casamento anterior. Aprender a conviver com os filhos que seu novo namorado já tem, ao mesmo tempo em que integra seus filhos a essa nova realidade é um passo importante na construção do novo lar. Preparamos cinco dicas de como tornar a adaptação menos traumática e mais assertiva.

1 – Respeito é fundamental

Se você quer que os filhos do seu novo namorado respeitem os seus, precisa dar o exemplo. Procure demonstrar interesse – desde que autêntico – pelas atividades de seus enteados, e evite compará-los aos seus próprios rebentos. Você deve estimular a amizade entre as crianças, e não a rivalidade. Comparações e competições são prejudiciais e podem causar antipatia de uns pelos outros.

2 – Dê tempo ao tempo

Não é difícil entender os motivos para que uma criança rejeite, ao menos inicialmente, o novo companheiro do pai ou da mãe. Além do trauma do divórcio, há o fator ciúme. Os filhos, ainda que não sejam tão novinhos, sempre trazem consigo um apego muito grande pelos pais, o que atrapalha na aceitação de um novo relacionamento. Antes de tomar a decisão de se casar novamente, procure avaliar se a novidade não afetará demais seus filhos (e os do parceiro). Observe, no período de namoro, se eles gostam da pessoa que você escolheu – e trabalhe a ideia do casamento com calma, sem apressar os passos. Isso vai ajudar na assimilação da nova configuração familiar, facilitando a adaptação das crianças e diminuindo o risco de problemas.

3 – Criem regras

É preciso que o casal esteja de acordo com algumas regras básicas de convivência, que vão permitir que a família se desenvolva de forma saudável. Essas regras devem ser debatidas longe dos filhos, para que o casal não perca a autoridade diante das crianças.

4 – Filho é uma coisa, enteado é outra

Não adianta querer estender seus conceitos de educação aos filhos do seu parceiro. É importante apoiar o companheiro e mostrar-se disposta a auxiliar no que for necessário, mas evite influenciar ou opinar diretamente sobre as decisões que ele toma. Se for imprescindível, procure fazê-lo quando estiverem a sós, longe das crianças.

5 – Procure dialogar

Conversar abertamente é a maneira mais adequada para a criação de um ambiente familiar verdadeiro e tranquilo. Separem um momento do dia – o jantar, por exemplo – para ficarem juntos e debaterem temas importantes para as crianças, seu cotidiano e os problemas que possam estar enfrentando na escola, por exemplo. Usar o bom humor pode ser uma boa forma de lidar com o ciúme, por exemplo.

Crianças são autênticas. Se demonstram não gostar de você, não force uma aceitação. Ao contrário, procure mostrar a elas que você as quer bem e conquiste-as pela persistência, não pela força.

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