Você sabe o que é distimia?

Psicóloga explica o que é esse transtorno, quais são os sintomas e formas de prevenção e tratamento

Escrito por Ana Carolina Gabriel

Foto: Thinkstock

Ela aparece em qualquer idade e é mais predominante em mulheres. A distimia é uma forma de depressão e, se não tratada, pode agravar o quadro intensamente.

“A distimia é um transtorno de humor caracterizado por depressão crônica de grau moderado. O problema não incapacita a pessoa e ela consegue sim conduzir as tarefas do cotidiano. No entanto, o paciente tem uma negatividade perene e ausência de prazer, como se estive carregando a vida nas costas”, explica Triana Portal, psicóloga.

Sintomas da distimia

Triana explica que qualquer pessoa pode desenvolver a doença. “Na distimia precoce, que se inicia antes dos 21 anos, a prevalência é igual para meninos e meninas. E entre os sintomas a agressividade e irritabilidade se destacam. Já a distimia tardia, acomete mais as mulheres”, afirma a psicóloga.

Vale ressaltar que somente um especialista poderá diagnosticar o transtorno com precisão e indicar as melhores formas de tratamento. Mas é possível que a família avalie alguns comportamentos do paciente ao longo dos dias. Caso eles persistam consecutivamente, o recomendado é buscar auxílio psicológico. Para te ajudar na análise, Triana lista alguns sintomas mais frequentes:

  • Cansaço
  • Tristeza
  • Negatividade e pessimismo
  • Ausência de prazer
  • Alterações no sono
  • Distúrbios alimentares
  • Baixa autoestima
  • Tendência ao isolamento
  • Irritabilidade e descontentamento constantes

Veja como você pode ajudar

Os familiares têm papel fundamental no auxílio de quem sofre com o transtorno. Por isso, confira como você pode ajudar o paciente com simples atitudes:

1 – Oriente a procurar auxílio médico: Se ofereça paraa ir até o consultório com ele(a). Nesses momentos, o paciente está com receios do diagnóstico. Seja amigo!

2 – Conversar é a melhor saída: A distimia, como pode acometer crianças e adolescentes, poderá estar camuflada no rendimento escolar, alterações do humor e comportamento anti-social. Estabeleça diálogos e mostre-se disposto a ajudá-lo em tudo. Assim como os demais transtornos, a conversa é a melhor maneira de tentar entender os sentimentos da outra pessoa.

3 – ‘É coisa de idoso!’: Não se engane! Jamais atribua o transtorno ao comportamento de pessoas com mais idade. Ser rabugento e não querer sair de casa pode ser alguns dos sintomas da doença. Por isso, cuidado com julgamentos precipitados e lembre-se que só o profissional poderá diagnosticar o problema.

Como se livrar dela?

O ideal é que o paciente se sinta à vontade e disposto a conversar com pessoas do ciclo familiar ou entre amigos. Estabelecer relações de amizade é essencial para auxiliar no tratamento de forma eficaz. “Além do convívio social, a distimia é tratada através de medicamentos antidepressivos associados à psicoterapia”, diz a psicóloga. Por isso, é importante que a família e os amigos dêem apoio ao paciente em tratamento e tenham paciência e vontade de ajudá-lo(a).

Prevenção

Especialistas de diversas áreas confirmam que estimular bons pensamentos é essencial para se ter qualidade de vida e saúde corporal e mental. Por isso, livre-se dos pensamentos negativos e procure ter hábitos saudáveis. “Praticar atividades físicas, estimulando a vida social e interação social é recomendado como forma de prevenção”, finaliza Triana.

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