Você é ansiosa?

Faça o teste e descubra se você está se preocupando demais e sofrendo por antecipação

Escrito por Tais Romanelli
Foto: Thinkstock

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Nos dias atuais muito se fala sobre ansiedade, mas nem todas as pessoas sabem, de fato, identificar comportamentos que fazem delas ansiosas ou não.

A psicoterapeuta Célia Lima, especialista do Personare, explica que ansiedade é um estado emocional natural no ser humano diante de fatos considerados importantes pelo indivíduo.

A ansiedade está geralmente vinculada a apreensões relacionadas ao futuro: “será que” ou “e se”, são normalmente o início dos pensamentos que atormentam a pessoa ansiosa. “Será que ele irá ao encontro?”, “E se eu for assaltada?”, “E se eu não passar no exame?”, “Será que terei dinheiro suficiente?”.

“Ao lado desses questionamentos perturbadores surgem os sintomas físicos: coração disparado, respiração ofegante, transpiração excessiva e uma espécie de tremor ou tensão na altura do estômago”, destaca a especialista Célia Lima.

A psicoterapeuta explica que a ansiedade é normalmente um registro de medo do que pode vir a acontecer e é até certo ponto saudável como precaução, pois coloca o indivíduo alerta em situações reais de perigo ou que exigem atenção redobrada.

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“Mas, quando ela está presente na vida com insistência e de forma contundente, pode se transformar num quadro patológico, levando o indivíduo a uma situação de paralisia diante da vida. Os desdobramentos dessa paralisia são inúmeros e merecem tratamento adequado, desde psicoterapia a eventualmente tratamento com medicamentos e acompanhamento psiquiátrico”, destaca.

E então, será que você é uma pessoa ansiosa? Faça o teste abaixo e descubra:

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Riscos/problemas de ser uma pessoa ansiosa

Célia Lima explica que, além dos sintomas físicos que tendem a interferir numa vida mais saudável, como gastrite ou desarranjos intestinais, a pessoa excessivamente ansiosa pode começar a se sentir incompetente diante de sua paralisia. “Sua autoestima ficará abalada e, por ter os pensamentos tomados por medos e aflições, pode julgar não ser capaz de aprender coisas novas ou de se realizar em diversos setores. Pode se tornar uma pessoa retraída e fugir do contato social e, em casos mais extremos, o conjunto desse estado de coisas pode desembocar numa depressão”, destaca.

Mas é importante frisar que a ansiedade em si não é um problema patológico, desde que não impeça a pessoa de executar suas tarefas cotidianas ou que não a tire da realidade. “Só vai se tornar um ‘transtorno de ansiedade’, ou seja, um quadro patológico, quando os sintomas levam à estagnação e a um agravamento dos sintomas físicos, como falta de ar, tontura, opressão no peito, dentre outros. A evolução desse quadro pode levar à síndrome do pânico e a diversas fobias. Mas isso é uma possibilidade, não uma regra”, ressalta a psicoterapeuta Célia Lima.

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