Vale a pena abrir uma conta conjunta?

Vai casar ou morar junto e não sabe qual a melhor forma de organizar as contas do casal? Especialistas mostram vantagens e desvantagens da conta conjunta.

Escrito por Jenifer Corrêa

Foto: Thinkstock

Juntar os trapinhos já não é das decisões mais fáceis. Além das questões emocionais e de relacionamento, o casal deve acertar pontos práticos do dia a dia, como a divisão das despesas. Nesse contexto, uma dúvida bastante comum é se vale a pena ou não abrir uma conta conjunta.

O fato é que não existe uma única saída para essa questão. Isso vai depender muito do casal e da forma como cada um encara suas finanças.

“Acredito que a partir do momento que se decide casar ou morar junto, deve-se conversar a respeito. Considerar que ambos terão suas metas individuais e do casal e analisar as vantagens e desvantagens que cada um observa”, avalia Gisele Kobayashi, orientadora financeira e sócia-diretora da CK Treinamentos.

Sabendo que a transparência é a principal aliada do casal na hora de conversar sobre dinheiro, a especialista acredita que é fundamental que ambos estejam dispostos a ouvir o lado do outro e abertos para chegar à melhor forma de tratar dessa questão.

Confira agora algumas das vantagens e desvantagens de optar por uma conta conjunta:

Vantagens

1. Fica mais fácil organizar as despesas do casal.

Concentrando todas as despesas em um único lugar, acaba o problema de ter que dividir sempre as despesas pela metade ou proporcionalmente ao salário de cada um;

2. É mais barato investir em dupla.

“Quanto maior o capital investido, há mais opções de produtos e possibilidades de obtenção de rentabilidades melhores”, destaca Gisele. Assim, em vez de cada um pagar uma taxa de administração por seus recursos, quando os investimentos são reunidos, o custo fica menor.

3. Os planos de médio e longo prazo ficam mais claros.

Ao reunir as contas no mesmo lugar, fica mais fácil ter dimensão dos gastos do casal e, consequentemente, traçar metas para os objetivos comuns de médio e longo prazo. “A conta conjunta pode facilitar o planejamento para alguma viagem ou compra de um bem de maior valor, como um carro ou imóvel”, destaca Felipe Canal, economista e planejador financeiro responsável pelo site Mercado Canal.

Desvantagens

1. Quanto maior a transparência, maior a cobrança.

Compartilhar a conta corrente implica ter que dar satisfações frequentes sobre seus gastos e isso pode gerar discussões. “Uma solução é estipular uma mesada para cada um. Dessa forma, cada um poderá gastar sua parte da melhor forma, sem comprometer o orçamento”, aconselha Gisele.

2. Fim da independência financeira.

Não tem jeito, com a conta conjunta seu parceiro vai saber tudo o que você gasta e vice-versa. Isso pode ser motivo de desgaste especialmente para os casais que preferem não saber quanto cada um ganha. “Gastos feitos de forma sigilosa, sem informar ao parceiro, poderão ser interpretados como infidelidade financeira e gerar brigas”, alerta Felipe.

Como resolver esse impasse?

O economista indica uma boa alternativa para os casais que têm vontade, mas ainda estão com receio de dar esse passo: manter contas individuais separadas e juntar apenas as despesas comuns na conta conjunta.

“Isso reduz ao máximo o estresse que é discutir sobre dinheiro e, sobretudo, sobre gastos. Manter a individualidade para seus gastos e investimentos pessoais é fundamental para que o casal mantenha a saúde da relação”, conclui.

Assuntos: Relacionamentos

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