Tipos de câncer com maior ocorrência no Brasil

No Brasil, milhões de pessoas sofrem com algum tipo de câncer, mas existem alguns tipos que acontecem com maior frequência no país, descubra quais são eles

Escrito por Daniela Azevedo

Foto: Thinkstock

Mesmo não estando entre um dos países com a maior taxa de mortalidade em decorrência do câncer, no Brasil, esta é a segunda maior causa de mortes chegando a 13% e ficando atrás apenas das mortes causadas por problemas circulatórios como diabetes, infarto, hipertensão, e outras.

Os hábitos dos brasileiros, seu estilo de vida e o ritmo em que vivem, colaboram para o alarmante aumento dos números no mundo que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até o ano de 2030, 27 milhões de pessoas serão acometidas por essa doença.

Fatores de risco como o sobrepeso, dieta desrregrada com pouca ou nenhuma ingestão de frutas e legumes, sedentarismo, tabagismo e alcoolismo expõe cada vez mais pessoas ao risco de desenvolver vários tipos de câncer que poderiam ser evitados.

Segundo dados do INCA, o Instituto Nacional de Câncer, no Brasil, o tipo de câncer mais comum é o de pele não melanoma, mas por ser um tipo de baixa letalidade, não figura entre os maiores causadores de morte. Entre os homens, o câncer mais comum é o de próstata, seguido pelo de pulmão, cólon e reto, estômago, cavidade oral, laringe e bexiga. Já entre as mulheres os tipos mais comuns são os de mama, colo do útero, cólon e reto, glândula tireoide, pulmão, estômago e ovário. A seguir, apresentamos uma lista com alguns dos tipos de câncer mais comuns no Brasil que afetam homens e mulheres.

Pele

Este tipo de câncer divide-se em dois grupos: o menos agressivo e mais comum, chamado de não melanoma e o mais agressivo e raro, chamado de melanoma.

O tipo não melanoma se desenvolve lentamente e dificilmente se espalha pelo corpo. Sua principal causa está ligada a exposição ao sol, mas quando detectado e bem tratado, possui altas chances de cura, já o tipo melanoma tem origens hereditárias. Em ambos os casos é necessário observar o surgimento de manchas na pele e comunicar ao dermatologista. Proteger-se da exposição solar é uma das medidas mais eficientes para evitar o problema.

Próstata

Segundo dados recentes, este é o tipo mais comum de câncer entre os homens. O maior fator de risco para o desenvolvimento da doença é a idade, visto que a maioria dos casos acontece com homens com idade de 65 anos ou acima disso.

Outro fator de risco é uma dieta baseada em gordura animal, carne vermelha e embutidos e o sobrepeso, por isso, uma dieta rica em vegetais e vitaminas D e E pode contribuir para a redução do risco. Além disso, o exame de toque é a principal maneira de se diagnosticar a doença cedo.

Mama

Este é o tipo mais comum e temido entre as mulheres do mundo inteiro. Seu principal fator de risco é a idade, pois a ocorrência aumenta em mulheres com mais de 50 anos, mas outros fatores como o histórico menstrual de mulheres que tiveram a menstruação antes dos 12 anos e entraram na menopausa após os 55 anos, além de obesidade, gravidez tardia e sobretudo o histórico familiar, contribuem com o aumento do risco.

Uma dieta saudável, prática de exercícios e amamentação colaboram com a redução dos riscos, mas a melhor maneira de prevenir é fazendo o auto-exame. Depois dos 20 anos, a mulher deve fazer o auto-exame da mama mensalmente e com o médico pelo menos a cada 3 anos. Após os 40, a consulta com o médico deve ser anual. Um diagnóstico precoce aumenta as chances de cura e diminui a necessidade de intervenções cirúrgicas.

Colo do útero

O vírus HPV é o principal fator de risco. Além dele, fatores genéticos e tabagismo também podem ser determinantes para o desenvolvimento da doença. Depois do câncer de pele não melanoma, este é o que possui maiores chances de prevenção e cura e a detecção pode ser feita através do exame de papanicolau.

A doença se manifesta entre os 20 e 29 anos, mas também existe o risco para mulheres na faixa entre 50 e 60 anos.

Cólon e reto

O consumo em excesso de carnes vermelhas, embutidos, bebidas alcóolicas, a prática do tabagismo e a condição de obesidade são considerados fatores de risco para o desenvolvimento dessa doença, mas fatores genéticos, idade e doenças crônicas do intestino são os fatores que mais favorecem o surgimento dos tumores.

Se for detectada em estágios iniciais, a doença responde bem aos tratamentos. Alimentação saudável rica em frutas, vegetais, cereais, peixes e a prática de exercícios ajudam a diminuir os riscos.

Glândula Tireoide

Este é um tipo de câncer que acomete mais mulheres que homens, o que de acordo com estudos, pode estar ligado a fatores hormonais.

Fatores ambientais, alimentos que fazem parte da dieta e questões genéticas também podem estar ligadas ao desenvolvimento da doença.

Pulmão

O câncer de pulmão é o que mais causa mortes no mundo. A maior parte dos casos, cerca de 90% de acordo com dados do INCA, está ligada ao tabaco, entretanto, pessoas que não fumam, mas que ficam expostas à fumaça, os chamados fumantes passivos, também têm riscos de desenvolver a doença ao absorverem muita nicotina, monóxido de carbono e outras substâncias nocivas existentes nos cigarros, charutos e cachimbos.

A dependência do fumo é um dos maiores fatores de risco e uma alimentação balanceada rica no consumo de frutas e vegetais pode ser um fator para minimizar os riscos.

Estômago

É a segunda causa de morte por câncer no mundo entre homens e mulheres. O principal fator de risco é o contato com a bactéria H. pylori. Essa bactéria é responsável por até 53% dos casos. Outros fatores que podem desencadear a doença são de origens ambientais, comportamentais e genéticos.

Uma alimentação saudável rica em frutas e verduras que possuem vitaminas C, E e betacaroteno contribuem para uma diminuição das incidências. Da mesma forma, o consumo em excesso de comida com conservantes como enlatados, aumenta os riscos.

Em resumo, ninguém está totalmente imune a desenvolver essa doença, mas mantendo hábitos saudáveis e uma dieta balanceada, aliadas à prevenção e consultas regulares ao médico podem ajudar a minimizar os riscos e, principalmente a fazer um diagnóstico no início da doença, o que na maioria dos casos é o fator decisivo para cura. Cuide-se. Previna-se.

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