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Timidez também tem o seu lado bom

Entenda porque ser tímido pode ser bom e saiba diferenciar os tímidos, introspectivos e fóbicos sociais

em 21/12/2012

Foto: Thinkstock

A sociedade está cada vez mais comunicativa, principalmente diante dos inúmeros estímulos de conteúdo provenientes da globalização da informação e das novas tecnologias, com dispositivos que permitem trocar ideias com pessoas constantemente, mantendo amizades online, principalmente através das mídias sociais.

Mesmo neste contexto de constante diálogo, a importância daqueles que menos se destacam neste quesito, os tímidos, têm sido assunto destaque, principalmente após o lançamento do livro “O Poder dos Quietos – Como os Tímidos e Introvertidos Podem Mudar um Mundo Que Não Para de Falar” da pesquisadora e escritora americana Susan Cain.

O livro de Susan chamou a atenção por valorizar algumas características dos tímidos como tendo sido fundamentais para a evolução humana e que continuam tendo valor no dinamismo da rotina do mundo em que vivemos hoje. “Vivemos em um mundo tão expansivo, tão desprovido de tempo de inatividade, que perdemos de vista o nosso lado introvertido”, afirma Susan.

Segundo a autora, pessoas mais retraídas que não gostam de chamar atenção contam com características raras ou que outras pessoas consideram difíceis de serem administradas como o fluxo intenso de criatividade, a persistência e a capacidade de analisar riscos, o que lhes permite soltar a imaginação, insistir em ideias e refletir sobre os prós e contras de uma decisão com mais facilidade que os extrovertidos.

Três temperamentos diferentes

Muitas pessoas confundem a timidez com a introspecção e a fobia social, pessoas com estas características se comportam de maneira totalmente diferente e cada uma destas idiossincrasias tem influência em seus estilos de vida:

  • Introspectivos: São pessoas cujo comportamento costumeiro é permanecer mais sozinhos ou calados. Mesmos sendo mais reflexivos, não deixam de interagir com outras pessoas;
  • Tímidos: Pessoas que têm dificuldade em se comunicar com palavras ou aparecer diante de um número grande de pessoas e que sofrem de insegurança em suas relações sociais;
  • Fóbicos sociais: Indivíduos com transtorno psíquico que provoca medo de estar em público, o que o faz ficar em pânico apenas com a ideia de interagir com outras pessoas, geralmente precisam de tratamento e acompanhamento psicológico.

O aspecto comum sobre os temperamentos dos introspectivos, tímidos e fóbicos sociais é que estes são mais propensos a sofrer de ansiedade e depressão no início da adolescência de acordo com um estudo do Instituto Norueguês de Saúde Pública, que acompanhou 921 crianças com idade entre 18 meses e 12 anos e meio.

A explicação para esse resultado é corroborada pela neurociência, que mostra, em estudos sobre os processos cerebrais – como as pesquisas feitas no Laboratório para o Desenvolvimento Infantil da Universidade Harvard, que a amígdala cerebral, responsável por responder a reflexos, é mais desenvolvida em indivíduos introspectivos que por consequência estão sempre cautelosos diante de tantos sinais que recebem do cérebro e podem ficar estressados.

O psiquiatra Alexandre Saadeh, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, diz que a introversão tem vantagens relativas, sendo uma característica que não pode ser julgada e conceituada apenas como virtude ou defeito. “A maneira como o indivíduo se dispõe a lidar com essa faceta de sua personalidade é que fará diferença. Alguns sofrem discriminação ou impedimentos ao longo da vida. Outros conseguem utilizá-la para seu desenvolvimento”.

Saber lidar com suas limitações e potenciais é o caminho para ser feliz sendo introvertido ou extrovertido.

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