10 TEDs de mulheres incríveis para te inspirar neste dia

Com histórias de outras mulheres você pode encontrar força para mudar e ser mais poderosa

Escrito por Danielly Oliveira

Foto: iStock

Sabe aquela sensação de escutar algo inspirador e tirar vontade (ou coragem) de onde não existe para fazer coisas que você sempre quis? Essa matéria é sobre isso!

Provavelmente você já ouviu falar ou assistiu alguma palestra do TED. O conteúdo oferecido por eles é cheio desses gatilhos para mudar, arriscar, fazer ou pensar diferente.

E nesse #mêsdamulher, nada melhor do que se inspirar na fala de outras mulheres não é? Confira 10 TEDs com mulheres compartilhando experiências e reflexões incríveis!

1. “Por que xingamos homens e mulheres de modo diferente?”, por Valeska Zanello

“Os xingamentos, quanto mais ofensivos eles são considerados, mais eles acabam sendo guardiões de certos tabus. São preconceitos que se tornam invisíveis por força do hábito.”

Os palavrões são termos que fazem parte da fala cotidiana, mas eles, assim como as outras palavras, carregam um sentido consigo. Valeska conduziu uma pesquisa sobre os piores xingamentos e melhores elogios que podem ser atribuídos à mulheres e a homens. Os resultados que ela traz são um ótimo incentivo para repensar o modo que usamos os xingamentos, sem reforçar preconceitos e esteriótipos de beleza e comportamento.

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2. “Maternidade real”, por Helen Ramos

“É importante desromantizar a maternidade para que uma mulher, numa entrevista de emprego, possa ser sincera e falar que ela pretende ter filho alguma hora, e que mesmo assim ela consiga aquela vaga…”

Helen, dona do canal HelMother, conta a sua trajetória como mãe solo e a relação disso com a sociedade em que vivemos. Caminhando pelos vários significados de ser mãe, ela demonstra um outro lado da maternidade e complexifica essa relação que já não é assim tão simples.

3. “Todos deveríamos ser feministas”, por Chimamanda Adichie

“O problema com os sexos é que isso determina como devemos ser, em vez de reconhecer quem somos.”

A autora nigeriana, Chimamanda Adichie, trata da questão do feminismo compartilhando reflexões e histórias do seu passado. Com seus “simples” exemplos, ela mostra que as pequenas coisas importam e como pensar o feminismo vai muito além dos esteriótipos que giram em torno desse assunto. (A palestra é em inglês, mas você pode ativar as legendas nas configurações do Youtube 😉 )

4. “Mulheres na Computação”, por Camila Achutti

“As meninas são criadas para serem boas em tudo […] Se a gente não fizer tudo direitinho, a sociedade não vai pra frente. E com tecnologia é muito difícil você fazer tudo certo.”

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Camila questiona a distância entre as mulheres e a computação, e a falta de visibilidade deste grupo no meio tecnológico. Você vai se surpreender com os dados que ela traz e se engajar na causa de tornar a tecnologia um universo mais amigável para as mulheres, abrindo ainda mais espaço para inovações e um mundo melhor.

5. “Eu Empregada Doméstica”, por Joyce Fernandes

“Hoje eu vim aqui para gerar incômodo, porque eu acredito que é só através do incômodo que a gente consegue mudar alguma coisa.”

Joyce, rapper mais conhecida como Preta-Rara, fala da sua experiência como empregada doméstica e como criou a página Eu Empregada Doméstica para compartilhar relatos de sua trajetória e também de outras mulheres. Além de falar sobre as condições de trabalho das domésticas, discute a relação dessa profissão com as mulheres negras. Vale a pena assistir e pensar em como a humanização das relações pode diminuir, pouco a pouco, a desigualdade no nosso país.

6. “Chega de Fiu Fiu! Cantada não é elogio”, por Juliana de Faria

“Assédio é sim violência. A gente não vai mais aceitar o assédio e a gente vai retomar as ruas que são nossas por direito.”

Juliana conta sobre a criação do projeto “Chega de Fiu Fiu”, que tem o objetivo de combater o assédio sexual em locais públicos. Por meio de seu relato é possível notar, de forma ainda mais evidente, a triste realidade do assédio sexual no Brasil. Mas também, é possível encontrar inspiração para falar e lutar contra isso, pensando na construção de um futuro melhor.

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7. “Acredite: você é perfeita”, por Jessica Tauane

“O imperfeito também é bonito. […] nada tem o direito de acabar com o nosso amor-próprio!”

De maneira muito descontraída e bem-humorada, Jessica Tauane questiona a relação das mulheres com os padrões de beleza que as acompanham e elenca três passos para seguirmos o “padrão da felicidade”: focar em você mesma, reconhecer nossos privilégios e trocar com outras mulheres.

8. “Empoderamento feminino”, por Maíra Liguori

“Qual o segredo de falar com as mulheres? É entender que mulheres são pessoas, são seres capazes, que fazem escolhas, que pensam, que são complexas, têm defeitos e qualidades, como qualquer pessoa.”

A Maíra é jornalista e co-fundadora da ONG Think Olga, bem como do Think Eva, o Núcleo de Inteligência do Feminino. A intenção desses projetos é levar o empoderamento feminino para as mulheres e para dentro das instituições, marcas, empresas e governos. Sua fala faz pensar sobre como a publicidade e a mídia podem transformar a luta das mulheres, mas também como essa mudança precisa ser muito maior do que apenas um empoderamento aparente nas mídias. O empoderamento precisa existir de verdade e todas nós temos papel nisso!

9. “Plus size? Prefiro meu tamanho”, por Ashley Graham

“Precisamos trabalhar juntas para redefinir a visão global de beleza. E isso começa com vocês sendo seus próprios modelos.”

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Ashley é modelo, empreendedora e ativista corporal. Em poucos minutos ela mostra o quanto devemos valorizar aquilo que nos torna únicas e entender que beleza não tem nada a ver com tamanho. “Seja feliz pelo o que você é e não pelo que você não é.” (Caso precise, lembre-se de ativar as legendas em português.)

10. “Eu aceito… Eu ofereço… uma utopia do possível”, por Isabela Silveira

“Eu me conectei com uma necessidade que já tá aí entre todo mundo, da gente ser mais generoso e lidar com mais empatia, tanto com a gente quanto com o outro.”

Isabela, depois de tomar uma atitude para mudar sua situação de vida e pedir ajuda a algumas mulheres próximas a ela, criou o grupo “Eu aceito… Eu ofereço…” como um lugar de acolhimento e ajuda entre as mulheres. Diferente do cenário competitivo, normalmente relacionado com as mulheres, Isabela mostra como viver o coletivo pode ser inspirador e gratificante.

É tanto relato incrível que selecionar esses dez já foi uma tarefa difícil. Espero que algum vídeo te sirva no momento em que você está vivendo ou simplesmente te inspire a mudar para melhor e ser uma mulher ainda mais poderosa!

Assuntos: Mês da Mulher, Poder

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