Saiba mais sobre a urticária infantil

Placas avermelhadas na pele e coceira intensa são sinais da doença

Escrito por Gisele Macedo Sá

Foto: Thinkstock

De repente surgem diversas manchas avermelhadas e em relevo na pele do seu filho e ele começa a se coçar. Em poucos segundos as manchas ficam maiores, chegando a juntar-se uma nas outras. É claro que numa situação dessas a mãe pode ficar desesperada e tenta entender o que acontece no corpo da criança. Mas mantenha a calma, pois seu filho pode estar apenas sofrendo uma crise aguda de urticária.

O pediatra, do Departamento de Alergia e Imunologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Wellington Borges, explica que “na maioria dos casos, a urticária aguda é desencadeada por alguma infecção viral ou pode ser causada por alergia a algum alimento ou medicamento.” O especialista alerta que a criança pode ainda apresentar febre e, em casos mais graves, angioedema, que é o inchaço dos lábios, pálpebras, orelhas, língua ou qualquer outra região do corpo.

Os sinais mais comuns que a criança com urticária aguda apresenta são justamente o surgimento de calombos ou placas avermelhadas e quentes pelo corpo todo e uma coceira intensa. As marcas não afetam as palmas das mãos e nem as plantas dos pés, costumam mudar de lugar e não duram mais que 24h no mesmo local. “As lesões típicas são como aquelas causadas por picadas de mosquito”, exemplifica o médico.

No caso do aparecimento destas manchas, indica-se levar a criança imediatamente ao pronto socorro. Não deve ser utilizado nenhum tipo de creme, pomada, álcool ou qualquer substância na pele do paciente, isso pode deixá-la ainda mais sensível e irritada. O tratamento para a urticária aguda é feito através do uso de medicamentos histamínicos (antialérgicos) e, nos casos mais graves, há a adição de corticóides, ambos por via oral.

O diagnóstico da doença é muito importante porque em alguns casos ela pode ser desencadeada pelo contato do paciente com uma substância específica. “É comum a urticária aparecer em pessoas com alergia frutos do mar, por exemplo, ou medicamentos como penicilina e a aspirina”, explica o pediatra. Constatado esse diagnóstico, o paciente deve ser mantido bem longe do que causa a alergia.

Os casos simples, que envolvem um episódio, geralmente são tratados pelo pediatra. “Mas em casos recorrentes ou de longa duração, os pais devem procurar um alergista pediatra para diagnosticar melhor e orientar o tratamento”, finaliza Borges. O especialista salienta que a urticária aguda não é transmissível e é considerada uma patologia de prognóstico bom, sem riscos para o paciente. Os episódios geralmente tem curta duração e não deixam marcas no corpo.

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