Riscos de mudar de emprego frequentemente

Entenda porque as empresas não admiram profissionais que trocam muito de emprego

Escrito por Giselle Coutinho

Foto: Thinkstock

No início da vida profissional é bastante positivo ter experiências diversas em empresas diferentes, pois demonstra busca por evolução e novos aprendizados. Porém, se a troca de empregos frequente se torna padrão, há o risco de o profissional não ser visto com bons olhos pelos contratantes.

Segundo os especialistas em recursos humanos, mudar de emprego frequentemente pode ser sinal de que o profissional tem problemas em termos de competência profissional, relações interpessoais ou ainda comprometimento com os lugares onde trabalha, mostrando ser alguém instável.

De acordo com Andréa de Paula Santos, sócia da Ascend RH e especialista em recrutamento de executivos de alta e média gerência, não é indicado completar ciclos de um ano ou dois no máximo em cada empresa. Profissionais devem, em geral, cumprir ciclos de médio prazo, de 4 a 5 anos.

Dificuldade em verificar competência

Esta preferência dos profissionais de recursos humanos por pessoas que passam mais tempo dentro de uma empresa deve-se também ao fato de que a trajetória evolutiva de uma pessoa pode ser melhor verificada ao fazer uma análise de sua atuação dentro de uma mesma empresa.

A estabilidade do profissional em uma mesma empresa é uma questão valorizada pelo mercado como demonstração de competência.

Sinal de imaturidade profissional

Os ciclos longos de permanência dentro de uma empresa demonstram maturidade profissional, característica fundamental para que um profissional conquiste cargos mais altos.

A maturidade que se demonstra ao trabalhar mais tempo em uma empresa é vista pelo fato de o profissional ter sido capaz de se adaptar ao ambiente de trabalho, manter boas relações interpessoais e não desistir facilmente ao menor sinal de dificuldade.

Demonstração de falta de comprometimento

As empresas estão interessadas em diminuir a taxa de rotatividade de profissionais, e por isso buscam pessoas que demonstrem comprometimento com a empresa e os desafios que irão surgir.

Profissionais que alegam que mudaram de emprego apenas por questões salariais, são vistos como “leiloeiros” que não valorizam projetos e não têm paixão pelo trabalho, estando interessados apenas em aumentar seus rendimentos sem esforço e mérito.

Méritos da ascensão não comprovados

Para se destacar no trabalho e crescer dentro de uma mesma empresa, o profissional leva de um a dois anos, período necessário para ter participado de algum projeto que já tenha um resultado consolidado. Quem passa pouco tempo em uma empresa perde a chance de ser notado por seus superiores e ter uma ascensão com méritos comprovados.

“O profissional com o objetivo de crescimento de carreira não precisa estar olhando sempre para fora, ele pode buscar crescimento dentro da empresa. As companhias têm espaço para quem quer fazer a diferença”, orienta a especialista Andréa de Paula Santos.

Quem quer tentar agilizar os ciclos profissionais e ser valorizado mais rapidamente, deve procurar participar de projetos cujos resultados venham em pouco tempo.

A mudança de nível hierárquico dentro de uma mesma empresa é mais valorizada do que se for em uma transição entre empresas, pois os recrutadores podem entender que a empresa que o contratou com um nível hierárquico maior apenas deu um “voto de confiança” ao profissional.

Um profissional qualificado, mesmo atento às novas oportunidades do mercado de trabalho, deve saber como tentar trazer as novidades para sua trajetória profissional, desenvolvendo seus talentos, sendo feliz com projetos que o interessam e têm potencial de fazê-lo ser reconhecido e crescer.

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