Retenção de líquido: como identificar, quais são as causas e como evitar

Pernas e pés inchados ao fim do dia, com marcas das meias ou sapatos, são características de edema

Escrito por Tais Romanelli

Foto: Thinkstock

Provavelmente você já ouviu falar sobre a retenção de líquido, bem como de alguns alimentos – especialmente aqueles preparados com muito sal – que não devem ser consumidos em excesso para evitar esse problema.

Porém, vale destacar que uma má alimentação não é a única responsável por provocar a retenção de líquidos. É preciso entender que ela pode ocorrer por diversas causas. Abaixo você conhece as principais delas, além de todas as informações importantes sobre o assunto.

O que significa a retenção de líquido?

Retenção de líquido é o nome popular que descreve o inchaço no corpo ou em parte dele.

Paulo Rosenbaum, endocrinologista do Hospital Albert Einstein, explica que retenção de líquido significa que, por algum motivo, o nosso organismo não eliminou o total de líquidos que ingerimos. “Esses líquidos que não são eliminados podem se acumular nas extremidades (chamamos de edema) ou em vários órgãos”, diz.

O edema pode ser definido, então, como o resultado do extravasamento de um líquido que sai dos vasos sanguíneos e vai para o tecido subcutâneo, conferindo um aspecto inchado da pele.

Como identificar a retenção de líquido?

Geralmente, as pessoas costumam perceber os sinais do edema em regiões mais suscetíveis ao acúmulo de líquidos, como, por exemplo, nas pernas.

“Uma maneira simples de perceber é apertar, de forma contínua, a região do tornozelo inferior, e observar se ocorre um ‘afundamento’ que demora a voltar ao normal (edema). Outra forma é observar um aumento de peso não associado a aumento da ingestão de alimentos ou redução da atividade física”, explica o endocrinologista Paulo Rosenbaum.

Principais causas que levam à retenção de líquido

É fundamental entender que pouco mais de dois terços do corpo humano é composto por água, mas existem mecanismos muito sofisticados para manter o equilíbrio dos líquidos nele.

Porém, desequilíbrios nesses mecanismos, como, por exemplo, variações de pressão sanguínea regional, quantidade de proteínas no sangue, quantidade de sais no corpo, sedentarismo, entre outros, podem favorecer o aparecimento do edema.

“Podemos citar como principais causas o hipotireoidismo (redução na produção de hormônios tireoidianos), insuficiência cardíaca (redução da força contrátil do coração), insuficiência renal e problemas circulatórios”, destaca o endocrinologista Rosenbaum.

Mas, sim, a retenção de líquidos pode estar associada à alimentação. “Alimentos com muito sal provocam essa retenção, pois o sódio ‘carrega’ a água e dificulta sua eliminação do organismo”, explica Paulo Rosenbaum.

Como evitar a retenção de líquidos?

O endocrinologista destaca que não ingerir alimentos com muito sal, dar preferência à água para se hidratar, praticar atividade física com frequência e fugir do sedentarismo são boas dicas para evitar este problema.

Vale destacar ainda que, em contrapartida aos alimentos que contêm muito sal, existem algumas opções que podem ajudar a aliviar este problema: cereais, chás, frutas – como melancia, abacaxi etc. – e verduras, tais como rúcula, pepino, alface, abobrinha, entre outras.

Quando procurar ajuda médica?

É importante marcar uma consulta com o médico caso você observe que: seus pés estão inchando muito, e com frequência, ao ponto dos seus sapatos e meias ficarem apertados ao fim do dia; você tem amanhecido com as pálpebras ou o rosto inchado; ou ainda, só uma de suas pernas ou só um dos braços, por exemplo, estão inchados.

“Situações como inchaços de extremidades importantes, sensação de falta de ar, aumento de peso inexplicável, cansaço e fadiga, sugerem algum problema que deverá ser investigado e tratado”, finaliza o endocrinologista Paulo Rosenbaum.

Agora você já sabe que a retenção de líquido pode estar sendo causada por algum problema importante, por isso, ao notar alguns desses sinais de inchaço, não hesite em procurar um médico. Ele, provavelmente, fará uma avaliação, pedirá alguns exames e, só assim, poderá indicar o tratamento adequado ao seu caso.

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