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Resurfacing a laser

Entenda tudo sobre a técnica que é uma das maiores inimigas das rugas

em 03/10/2012

Foto: Thinkstock

Rugas são sempre inimigas a serem combatidas. Bom mesmo é não esconder a idade e aparentar ser mais jovem, com toda a experiência acumulada, certo?

Você pode começar cedo a se prevenir, com protetor solar, anti-sinais, peelings, bons hábitos, alimentação correta e assim por diante. Mas caso as rugas já estejam aparentes, conheça nesta coluna o inimigo número 1 delas: o resurfacing à base de laser ablativo (também conhecido como laser de CO2).

O que é resurfacing?

Este é um tratamento com laser que remove a parte superficial da pele, fazendo com que outra, mais nova e sem marcas surja no lugar. O resurfacing promove estímulo de colágeno na derme, melhorando rugas e cicatrizes, alem de clarear e muitas vezes eliminar manchas acastanhadas.

Existem diversos tipos de resurfacing: via métodos químicos (como o peeling de fenol) ou físicos (como a dermoabrasão feita através de lixas). Esses procedimentos são eficazes, sim, mas muito agressivos, dessa forma o tempo de recuperação é maior. A boa notícia é que o resurfacing à base de laser ou CO2 é muito melhor.

Por que este laser é tão poderoso?

A grande vantagem do laser é o fato de ele possuir grande afinidade com a água presente na pele, causando rápido aumento de temperatura e destruição do tecido. Como provoca maior grau de lesão tecidual, ele tem melhor resultado para rugas mais profundas e evidentes, já que penetra até a segunda camada da pele.

Esse laser também estimula a remodelação do colágeno e contração da pele, o que provoca uma diminuição da flacidez.

Outras funções do resurfacing a laser

Além do tratamento às linhas finas da face, principalmente as localizadas ao redor da boca, dos olhos, das maçãs da face e da testa, o resurfacing de laser também trata a flacidez das pálpebras e do contorno facial. O bônus desse tratamento é o fato de eliminar manchas faciais e cicatrizes, inclusive as causadas pela acne.

Existe algum incoveniente?

Sim, e o principal deles tem a ver com o fato de o procedimento destruir uma camada da pele, fazendo com que o tempo de recuperação seja um pouco mais prolongado.

Mas isso acontece apenas se o laser não for do tipo fracionado, que é uma espécie de laser inteligente e preserva as áreas de pele mais saudáveis e trata apenas as áreas necessitadas. Detalhe: os resultados são mais discretos e, dessa forma, são necessárias mais sessões que o laser não fracionado.

Depois do tratamento

Sua pele fica coberta por uma crosta mais seca e com um pouco de secreção, por conta do líquido da pele que está saindo e dando lugar à nova pele. São necessários de 15 a 20 dias para que essa crosta dê lugar a uma pele lisa, mas ainda assim rosada (ou avermelhada, depende do tom de cada um). Pode-se levar até dois meses para que a pele volte ao normal – e aí vem a parte boa: voltar ao normal quer dizer sem rugas e manchas.

No caso do laser fracionado, a pele não foi afetada ajuda na cicatrização do tecido atingido pelo laser. As pequenas partes de pele intacta permitem a reestruturação da epiderme (camada superficial da pele) de uma forma mais rápida e possibilita ao paciente um retorno às suas atividades normais num tempo mais curto.

Alguns cuidados necessários no pós-procedimento

Como esse procedimento deixa a pele sensibilizada, atenção ao sol. Evite se expor demais e use sempre o filtro solar recomendado pelo seu dermatologista. Dependendo do seu caso, é melhor evitar fazer o procedimento no verão. Converse com seu médico antes de fazer o tratamento.

Para ajudar na cicatrização, seu dermatologista pode lhe receitar, além do protetor, vitamina C, tretinoina e/ou acido glicólico. È essencial seguir todas as recomendações.

Fazer esse procedimento no período de férias pode ser uma boa, já que nos primeiros dias a pele fica bem sensível e exige muitos cuidados.

Você precisa de uma relação de confiança com seu dermatologista, por isso escolha um em que confie pra valer. Assim, você tira todas as suas dúvidas e não fica no escuro em relação ao tratamento.

Daniela Hueb

é colunista do Dicas de Mulher e especialista em Dermatologia

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