Pintas: quando se preocupar?

Nem todas as pintas são perigosas, mas é preciso saber diferenciá-las pois algumas podem se transformar em câncer de pele

Escrito por Andre Colaneri

Quem não tem pintas? Estas lesões coloridas na pele sempre chamaram atenção sobre sua possível transformação em câncer de pele. Ainda mais nos dias de hoje, com o sol cada vez mais forte, pela redução da camada de ozônio.

Mas quando precisamos mesmo nos preocupar? Todas as pintas são perigosas? Não. Na verdade poucas são. Porém, a potencialidade de um câncer de pele deve ser levada a sério.

Há três tipos mais frequentes de câncer de pele. O mais comum, o carcinoma basocelular (CBC), é um tipo de câncer que não dá metástase (formação de uma nova lesão a partir de outra). Porém, cresce e vai invadindo a pele progressivamente. Não advém de nevus (pintas). É uma lesão que surge na pele, geralmente avermelhada, de bordas irregulares, levemente mais endurecidas e claras (peroladas).

O carcinoma espinocelular (CEC) é o segundo câncer de pele mais freqüente. Ele pode dar metástase. É uma lesão também irregular, avermelhada, mas sem as bordas peroladas. Também não decorre de uma pinta.

O melanoma é o terceiro câncer de pele mais frequente. Ele sim pode evoluir de uma pinta, principalmente do nevus displásico. Pode dar metástases pelo sangue ou pelos gânglios e é muito agressivo.

O diagnostico deve ser precoce, para dar tempo de curá-lo. Geralmente se apresenta como uma lesão escura, assimétrica, de bordas irregulares, e coloração de diferentes tonalidades. Toda pinta que muda de característica (ex: cor ou cresce ou coça ou sangra) deve ser examinada prontamente por um dermatologista e se necessário retirada pelo cirurgião plástico.

Didaticamente a regra do ABCD pode nos ajudar a identificar um melanoma:

  • A: Assimetria da lesão (lesões simétricas, arredondadas, geralmente são benignas)
  • B: Bordas irregulares
  • C: Coloração de mais de uma tonalidade, não homogênea
  • D: Dimensão maior que 6mm ou mudança de tamanho.

Para prevenir do surgimento de câncer de pele, é fundamental evitar a exposição solar excessiva, usar protetor solar frequentemente (a cada 4 horas, fator 15 ou mais) evitar de fumar.

Como o fator genético é importante, familiares que tenham casos na família devem redobrar os cuidados e fazerem acompanhamento periódico com o dermatologista.

Assuntos: Pele

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