O que esperar de um grande amor?

Encarregar o amor e o ser amado da sua felicidade não é o caminho ideal para conquistá-la

Escrito por Andreia Mattiuci

Foto: Thinkstock

Um dos assuntos mais populares nas redes sociais é sobre o amor, das delícias à desilusão – quem nunca leu um “post” com as características de como deve ser um “grande amor”?

A descrição é longa, mas necessariamente precisa ter fogos de artifício, brilho, sinos, anjos cantando, etc. Tudo que facilmente encontramos aqui em São Paulo, na famosa Rua Vinte e Cinco de Março.

O mais preocupante são as pessoas acreditarem que precisam encontrar “a metade da laranja” ou “a tampa da panela”. Podemos por comodismo atribuir nossa felicidade a outra pessoa, mas temos que assumir que não somos seres incompletos.

Mas então, o que é o amor? Essa concepção é formada a partir do nosso nascimento, ao longo da nossa infância e adolescência temos experiências boas e ruins e a forma que reagimos sobre elas é um fator determinante para o futuro das nossas relações amorosas. Como por exemplo, uma criança que vivencia uma mãe submissa ou que sofre maus tratos do marido, pode na sua vida adulta associar amor com submissão ou violência, por isso frequentemente vemos a repetição de histórias dentro de uma família.

Da mesma forma, que experiências na infância em um lar conturbado, com muitas brigas e mentiras podem fazer com que esse individuo procure relacionamentos instáveis. Certa vez atendi em meu consultório uma moça que tinha um histórico de diversos namoros ruins, quando iniciou um namoro estável não conseguia conviver com a paz e segurança que isso lhe causava, depois de tanto tempo ainda lembro como ela estava inconformada em deitar na cama e dormir sem preocupações e que aquilo certamente não era amor.

Algo também bastante comum no consultório são pessoas que buscam em um relacionamento a solução de seus problemas, talvez pelo velho clichê de que o amor vença tudo. Infelicidade no trabalho, problemas com a família, falta de amigos. Quando o amor não consegue resolver ou “tampar” todos esses buracos, partimos para outro relacionamento e depois outro, idealizando algo que não existe e que por isso nunca vamos encontrar.

É preciso que fique claro que não é o que vivenciamos ou quem são os culpados, mas sim como reagimos, isto é, somos 100% responsáveis por nossa felicidade.

Se você está infeliz ou se suas expectativas são de encontrar um amor de novela é melhor rever seus conceitos e quem sabe procurar um profissional que te auxilie.

Como já falamos no texto, o conceito de amor é muito particular, pois depende das nossas vivências, e isso não tem problema algum, o que precisamos é saber o que não é amor e o sofrimento é o número um da lista.

Assuntos: Relacionamentos

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