Dicas de Mulher Dicas de Beleza

O que é o “estresse na pele” e como combatê-lo?

A dermatologista Helena Zantut esclareceu algumas dúvidas sobre as consequências dos hábitos de vida pouco saudáveis sobre a aparência e a saúde da pele

em 19/06/2013

Foto: Thinkstock

A rotina diária que as pessoas levam, atualmente, possui diversas consequências sobre a saúde humana. Transtornos psicológicos como o estresse e a depressão se tornam cada vez maiores, à medida que todos estão preocupados demais com temas como trabalho, dinheiro, o trânsito e outros fatores característicos do mundo moderno.

O resultado é que a mente não suporta toda a pressão e o corpo acaba sentindo alguns reflexos de toda essa preocupação. Com a pele não é diferente – ela também sofre as consequências do estilo de vida atribulado que é quase regra.

A dermatologista Helena Zantut esclareceu algumas dúvidas sobre as consequências dos hábitos de vida pouco saudáveis sobre a aparência e a saúde da pele.

É correto usar o termo “estresse da pele”?

Uma vez que os problemas de pele podem ser decorrentes de fatores como a má alimentação e as tensões a que todos são submetidos diariamente, cunhou-se o termo “estresse da pele”. Helena explica que o termo correto seria “estresse na pele”, uma vez que deixa claro que todos os problemas de ordem emocional enfrentados todos os dias poderão ter influência sobre a saúde e mesmo sobre o aspecto da pele.

Segundo ela, “as expressões faciais, quando estamos tensos ou vendo uma televisão com reportagens de coisas ruins, assim como a tensão do dia a dia, causam falta de sono, irregularidade na alimentação e falta de tempo ou de dinheiro para cuidar melhor da pele”. Esses fatores, somados à “poluição, cigarro, sol e, principalmente, ao avanço natural da idade”, prejudicam de forma sensível a pele humana.

O que é possível fazer para amenizar esses efeitos?

Adotar hábitos de vida mais saudáveis é fundamental para combater os efeitos do estresse sobre a pele, de acordo com a dermatologista. “Para amenizar [esses efeitos] é necessário dormir bem, boa alimentação, protetor solar diário e um creme noturno” desde que esse medicamento seja devidamente receitado pelo seu dermatologista de confiança.

Além disso, alguns cuidados de beleza também não devem ser deixados de lado. Helena explica que é importante “sempre tirar toda a maquiagem antes de dormir, lavar o rosto com sabonetes adequados e se, mesmo assim, as ruguinhas aparecerem, aí começamos com os procedimentos mais invasivos, como botox, preenchimentos, entre outros, sempre orientados por um bom dermatologista”.

Há produtos ou tratamentos específicos para combater esse tipo de problema?

Helena explica que, embora haja tratamentos indicados em casos mais graves, é preciso que se procure uma orientação profissional antes de adotar qualquer um deles.

Como qualquer tratamento médico, os produtos dermatológicos precisam ser prescritos por um profissional de saúde. Do contrário, o problema pode mesmo ser agravado, devido ao uso incorreto dos medicamentos.

”Quanto aos ácidos noturnos, cada pele tem uma indicação, que varia conforme oleosidade, presença de rugas, cor da pele e região do país em que se está”, por exemplo.

”Hoje em dia falamos muito dos antirradicais livres, tanto para passar na pele quanto para tomar via oral”, diz a dermatologista, reafirmando a importância do acompanhamento médico para a realização desses tratamentos. “Tem que ser orientado, com bom senso, pelo dermatologista”, finaliza.

Comentários
Dicas relacionadas