O papel dos pais na tarefa de prevenção da obesidade na infância

Segundo o Ministério da Saúde, 17,6 milhões de crianças menores de cinco anos são obesas. Psicóloga ensina como tomar atitudes preventivas com seus filhos

Escrito por Ana Carolina Gabriel

Foto: Thinkstock

Ter uma alimentação não balanceada, comer compulsivamente e ingerir com frequência os chamados ‘fast food’ pode comprometer – e muito – a saúde e a qualidade de vida. Se em adultos essas atitudes são totalmente preocupantes, em crianças a atenção deve ser redobrada, já que elas estão em processo de desenvolvimento.

“A obesidade é multifatorial, mas sabemos que o ambiente tem um peso grande nesse processo. Por isso, o tripé: alimentação saudável, exercício físico e emocional equilibrado são necessários para a prevenção da obesidade”, explica Luciana Kotaka, psicóloga especialista em obesidade e transtornos alimentares.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, existem no mundo cerca de 17,6 milhões de crianças menores de cinco anos com obesidade. Por isso, se preocupar com a alimentação correta e orientar os pequenos a ter algum tipo de atividade física são maneiras eficientes de prevenção. “Além da alimentação de qualidade, incentivar atividades ao ar livre, como por exemplo, pular corda, andar de bicicleta, futebol, tênis, entre outras, é essencial. Vale lembrar que as crianças devem fazer atividades que sintam prazer, para não usar a comida como forma de compensação”, alerta a psicóloga.

Trabalho em equipe!

Não adianta em nada os pais cobrarem a prática das atividades se eles também não as praticam. A criança é o reflexo da família, por isso, dar bom exemplo é fundamental. “É importante ressaltar que os pais são os principais modelos na vida de uma criança. Devem também fazer atividade física, afinal, os pequenos precisam ver que os pais também se cuidam e não apresentam comportamento contrário ao que exigem”, ressalta Luciana.

Cuidados desde pequeno

A alimentação de qualidade deve ser inserida ainda quando bebê e seguida por todos da família. “Muitas vezes somente um membro da família está acima do peso e fica muito complicado exigir que somente a criança que está acima do peso siga uma dieta rigorosa. É importante que todos da família tenham os mesmos hábitos saudáveis”, comenta a psicóloga.

Acompanhamento médico

Buscar orientação de um especialista é fundamental para um cardápio rico em nutrientes que o corpo necessita. “Em crianças, o ideal não é restrição, mas sim a diminuição de alguns alimentos prejudiciais, como os fast foods”, ressalta Luciana.

Em crianças, o ideal não é restrição, mas sim a diminuição de alguns alimentos prejudiciais, como os fast foods.

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“A família deve recorrer à administração da escola e relatar o que vem acontecendo, e conversar muito com a criança a respeito do que sente, como deve reagir frente aos amigos. A obesidade deixa marcas na grande maioria das crianças porque acaba gerando comentários maldosos por parte dos amigos de escola”, comenta a psicóloga.

Como e quando procurar ajuda?

Se o pequeno está sofrendo com algum tipo de preconceito é essencial procurar ajuda de um profissional, já que o emocional poderá ser facilmente abalado. “O psicólogo pode, junto com a criança, identificar os motivos que a levam a comer em excesso e auxiliar para que essa atitude possa ser modificada. O importante é mostrá-los que a comida é fundamental para a nutrição do corpo e não da alma”, comenta Luciana.

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