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O limite saudável das relações de amizades online

Pequenos comportamentos podem denunciar a relação obssessiva com as redes sociais

em 26/11/2012

Foto: Thinkstock

Atualmente dispomos de várias redes sociais que nos facilitam a comunicação seja em escolas, trabalho, reuniões, vida pessoal, não dá para ignorar, o uso dessas mídias é um sinal de progresso fantástico, desta forma é fácil nos mantermos informados.

A presença de computadores nas residências brasileiras mais do que triplicou nos últimos dez anos. Ainda assim, menos da metade da população tem um PC em casa. Os dados são do Censo 2010 e foram divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (27/4/12).

Por um lado vemos o benefício do uso desses recursos, por outro vemos pessoas obcecadas pelas possibilidades como jogos, namoros online, notícias, de forma a interferir na qualidade de vida.

Quem já não leu as piadinhas que os próprios usuários do Facebook colocam sobre pessoas que não desgrudam desse recurso em vez de trabalhar? Isso porque algumas mídias se tornaram parte da vida de muitas pessoas, e é preciso avaliar o limite dessas relações, pois a dependência aparece forte nesse contexto.

Alguns sintomas de que a pessoa está dependente da internet:

  • Não desgrudam do celular e vão até no banheiro acessando a internet;
  • Chegam em casa ou no trabalho e a primeira coisa que fazem é verificar essas mídias;
  • Começam atrasar os prazos de entregas de trabalhos, tanto escolares como profissionais;
  • Cai o rendimento no trabalho e estudos;
  • Não saem de casa com a mesma frequência, pois é mais fácil o contato online;
  • Depressão pelo uso excessivo;
  • Não consegue desligar-se dessas mídias mesmo quando estão em um evento social, não desfrutando da companhia real das pessoas ao seu lado;
  • Insônia;
  • Recusa em aceitar convite para sair ou viajar para não ficar desconectado.

Um estudo feito pela Online Schools em fevereiro, batizado de “Obcecados pelo Facebook” mostrou que metade dos usuários da rede social com idade entre 18 e 34 anos faz o primeiro acesso do dia logo que acorda, sendo que 28% o fazem enquanto ainda estão na cama.

Desta forma é importante cuidar para não viver em função dos amigos virtuais e poder ter uma vida real, pois o isolamento social é muito perigoso, os contatos pela internet não substituem as relações presenciais, o olho no olho, o toque, o abraço carinhoso, o beijo.

O risco de se tornarem antissociais é grande, além de abrirem mão de participarem de atividades de família em função do fato de estarem ligados aos encontros, jogos pela internet.

Para que não se transformem em pessoas antissociais, é importante não abrirem mão de participarem de atividades de família em função do fato de estarem ligados aos encontros online, jogos pela internet ou mesmo os grupos que são formados virtualmente.

Desta forma manter o contato presencial com os amigos irá contrabalancear suas relações, porém se se restringir somente os virtuais sim, pois fortalece o individualismo, a falta de traquejo social, atividades prazerosas que fazemos em grupo, como jogar futebol, sair para um happy hour.

Refletir no estilo de vida que está levando em relação às mídias é o caminho mais seguro para manter a saúde e o equilíbrio, evitando assim muitos problemas como citados acima.

Luciana Kotaka

é colunista do Dicas de Mulher e especialista em Psicologia

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