O anjo veste Prada

Quem passa pela experiência de trabalhar com pessoas como a personagem Miranda Priestly consegue ser mais resiliente, determinada, competente e pró-ativa

Escrito por Monica Hauck

Às vezes gosto de mostrar meu lado assustador para as pessoas. Hoje farei isto com vocês. Um dos meus filmes preferidos é “O Diabo Veste Prada” e definitivamente minha heroína não é a inocente e bonitinha Andrea Sachs, interpretada por Anne Hathaway, mas sim a impiedosa Miranda Priestly, interpretada por Maryl Streep.

Que tal aproveitar desta predileção peculiar para falar sobre comportamento pró-ativo x comportamento reativo? Fazendo uma busca na internet, li vários manifestos e lições de especialistas em RH dizendo sobre os erros da “diaba”: Falta de treinamento, de educação, de reconhecimento e por aí vai.

Todas as críticas estão absolutamente corretas, contudo mantenho minha heroína por uma simples questão: eu queria trabalhar para ela! Eu gostaria de ser a estagiária que aprendeu em um ano o que dificilmente aprenderia em toda a minha vida.

Quem passa pela experiência de trabalhar com pessoas como Miranda consegue ser mais resiliente, determinada, competente e, principalmente, pró-ativa.

Em alguns momentos de nossas vidas, se estratégico for, podemos nos submeter a isso, desde que tenhamos consciência de quem nós somos, qual a nossa estrutura e onde queremos chegar.

Proponho um exercício inverso: olhemos para as razões da vilã. O que leva pessoas a agir desta forma? Porque convenhamos, ela não é a única da espécie. Podemos encontrar sempre uma Miranda pelo caminho. Enumerei algumas razões para que “Mirandas” se tornem um verdadeiro remédio diante de alguns comportamentos passivos.

1 – Pessoas que esperam as coisas na mão e não correm atrás do aprendizado

Muito se fala em treinamento, preparo e oportunidades. Todas as ações voltadas para elas são legítimas, contudo, algumas pessoas se aproveitam da falta ou do excesso de preparação nas empresas para permanecer na sua cona de conforto e não correr atrás do novo.

É um traço do nosso comportamento nacional. Esperamos as coisas chegarem até nós e nos lamentamos porque não saímos do lugar. Mas a grande pergunta é: Qual passo você deu? Em qual momento se moveu na direção do desconhecido ou do cobiçado?

Dica: Não fique lamentando se você teve ou não o treinamento necessário, corra Você atrás do aprendizado!

2 – Pessoas que permanecem sempre na sua zona de conforto

Andrea entrou no núcleo da moda e, no entanto, se apoiou no seu currículo e inteligência para desdenhar daquilo que não conhecia. No final, aprendeu que o mundo da moda era bem mais complexo e rico do que poderia imaginar.

Dica: Não desdenhe ou fuja daquilo que você não domina. Se abra para o novo e absorva o novo conhecimento, ainda que este lhe tire da zona de conforto.

3 – Pessoas medíocres e intolerantes

O namorado e amigos de Andrea foram extremamente intolerantes com seu novo momento. Eles aceitavam passar a noite ouvindo o aspirante a Chef dizer que passou o mês cozinhando somente batatas, mas Andrea não podia dividir suas experiências e desafios no novo emprego. A razão é simples: preconceito. Algumas pessoas tendem a rejeitar o novo e as mudanças no outro, mesmo que as mudanças representem uma evolução na sua carreira.

Dica: Cuidado com os conselhos de pessoas que tem interesse na permanência do “Status Quo”, elas resistirão fortemente há qualquer evolução na sua carreira.

4 – Pessoas que têm uma visão limitada sobre seus líderes

A despeito de todas as excentricidades de sua chefa, no final do filme Andrea adotou uma postura madura e começou a criar empatia por ela. Coincidência ou não, ela conseguiu o respeito de Miranda no momento em que passou a respeitá-la e enxergá-la como um ser humano digno de respeito.

Se seu chefe está na posição em que está, de alguma forma ele merece seu respeito por ter alcançado tal posto. E não se iluda, por mais antenada e bem graduada que seja você tem algo á aprender com ele (a)

Dica: Em vez de ficar se lamentando pelas características de seu chefe, encare a realidade, o aceite como ele é e aprenda, pois certamente se você não está no lugar dele, é porque ainda tem o que conhecer.

Finalizando o filme, Miranda diz: “Se quiser esta vida, as escolhas são necessárias”. Ela estava absolutamente correta. Você pode ou não querer ser uma Miranda ou uma grande executiva. Contudo, independente da vida que quer ter, tenha dignidade e inteligência para lidar com as renúncias e com todos os tipos de pessoas, pois no final das contas, foi através de uma carta de recomendação da “diaba” que Andrea conseguiu realizar seu grande sonho de ser uma escritora.

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