Renata Silveira é a primeira mulher a narrar jogos da Copa do Mundo na TV aberta

A jornalista esportiva entra para o time de narradores da Copa do Mundo no Qatar, na TV Globo

Publicado por                                
Em 05.05.22 às 17:00

Renata Silveira

Por
Em 05.05.22 às 17:00

O futebol já foi considerado um ambiente exclusivamente masculino, mas gradualmente isso vem mudando, e as mulheres estão conquistando seu espaço nesse esporte tendo maior equidade de gênero. Dois exemplos que se destacam são, por exemplo, a jogadora Marta, uma das melhores do mundo, e Renata Silveira, narradora de jogos de futebol.

Publicidade

Renata, mesmo já conhecida na TV aberta, enfrenta constantes desafios e agora quebra mais um paradigma. Ela será responsável por narrar alguns jogos da Copa também na TV aberta e sua estreia acontece ainda em 2022.

Quem é Renata Silveira e qual sua trajetória?

Contratada do Grupo Globo desde 2021, Renata Silveira é responsável pela narração dos jogos. Quando entrou para a equipe, trabalhou ao lado de outras comentaristas, como Nadine Basttos e Ana Thaís Matos.

Ainda assim, sua carreira começou seis anos antes, em 2014, ao vencer o concurso “Garota da Voz”. Em seguida, no mesmo ano, narrou dois jogos da Copa do Mundo: Uruguai x Costa Rica e Croácia x México.

A comentarista sempre gostou de acompanhar as partidas de futebol desde pequena e foi durante sua pós-graduação, em jornalismo esportivo, que decidiu se arriscar no concurso e acabou selecionada.

Desde então segue conquistando seu espaço e dá mais visibilidade para as mulheres em um ambiente dominado por homens. Inclusive, ela própria não imaginava um dia poder narrar os jogos, pois via sempre homens assumindo a tarefa.

Ainda em 2021, Silveira esteve ao lado da equipe feminina de comentaristas para acompanhar as Olimpíadas do Japão. No entanto, o marco de sua carreira aconteceu este ano, no final de abril, ao narrar um jogo do futebol masculino: Ceilândia x Botafogo.

Em novembro deste ano, a comentarista assume a missão de narrar sua terceira Copa do Mundo, primeira para a TV aberta, na Globo. Para ela, conforme dito à Revista Marie Claire, o momento simboliza a realização de um sonho e a abertura do caminho para outras mulheres que desejam seguir na profissão.

A importância de ter mulheres em diferentes frentes no futebol

Apesar das conquistas de Renata, o futebol ainda é um mundo masculino, composto, em sua maioria, por homens. A comentarista quebra barreiras e abre caminhos, mostrando que elas não só podem, como devem, estar presentes em diferentes funções nesse esporte.

Por mais que existam jogadoras com destaque, como no caso da Marta, ainda é preciso reafirmar a participação delas no esporte. Em abril mesmo, o caso de Marcelly Neto, bandeirinha, vítima de agressão em meio a um jogo de futebol, deixou claro o quanto o machismo persiste dentro (e fora) do campo.

Publicidade

Infelizmente, a presença das mulheres no futebol sempre foi alvo de preconceito, por mais que não seja um esporte exclusivamente masculino. É algo enraizado na cultura e precisa ser mudado.

Assim, cada vez que uma delas consegue seu espaço no futebol – e nos esportes em geral – e se destaca isso deve ser comemorado. E sim, mulheres como Renata Silveira são desbravadoras e servem de inspiração para que outras conquistem seu lugar no esporte, realizem seus sonhos e sejam reconhecidas por seus trabalhos.