Pesquisa brasileira aponta desenvolvimento de anticoncepcional masculino

Pesquisa da UNESP investiga formas de desenvolver anticoncepcional masculino, mais uma forma de evitar a gravidez

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Em 15.02.22 às 16:06

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Em 15.02.22 às 16:06

A fim de ter mais uma alternativa para evitar a gravidez indesejada, pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP) desenvolvem um anticoncepcional masculino. O objetivo é que o remédio seja capaz de barrar a fertilidade masculina, reduzindo a mobilidade de espermatozoides.

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Os pesquisadores investigaram formas de controlar a proteína Eppin, reguladora da movimentação dos espermatozoides, visto que ela pode esconder a resposta para o controle da fertilidade masculina. Experimentos com camundongos foram os responsáveis pela possibilidade de compreensão do funcionamento da Eppin, pois a atividade da proteína é parecida em humanos e roedores.

Em entrevista à Agência Brasil, o professor Erick José Ramo da Silva, do departamento de Biofísica e Farmacologia (UNESP), explanou: “Ela tem um papel muito importante no controle da motilidade temática por interagir com outras proteínas que, agora, estão no sêmen. E essas proteínas, ao interagirem com a Eppin, promovem o controle da motilidade”.

Além disso, explicou que, para fazer a fecundação, o espermatozoide precisa chegar ao óvulo, mas que os espermatozoides não estão em movimento antes de serem expelidos: “Quem impulsiona o espermatozoide para dentro é o próprio processo de ejaculação. Somente depois de alguns minutos da ejaculação é que o espermatozoide vai adquirir a motilidade progressiva para seguir a jornada dele”.

Os resultados da pesquisa foram publicados na Molecular Human Reproduction, e o estudo contou com o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O desafio do segundo estágio da pesquisa é compreender como as proteínas conseguem manter os espermatozoides parados para depois ativarem a movimentação das células. Além disso, agora a pesquisa conta com mais cientistas brasileiros, da Universidade Estadual de São Paulo (USP), além de estudiosos ingleses e portugueses.