Oystering: nova prática entre solteiros em apps de relacionamento

Usuárias falam sobre busca sem pretensão nos aplicativos de relacionamentos, maneira diferente de se conectar com pessoas.

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Atualizado em 19.04.22

Envato

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Em 10.04.22 às 14:30

A prática de buscar relacionamentos nos aplicativos de encontros, como Tinder e Grindr, vem sendo utilizada por diversas pessoas há algum tempo, a novidade agora é o surgimento do termo oystering dentro dessa busca.

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O oystering nada mais é do que mergulhar nos apps de relacionamento com a intenção de fazer novas amizades, não apenas com um interesse sexual, mesmo não descartando essa possibilidade posteriormente, mas sem que isso seja a prioridade.

A plataforma Badoo foi a primeira a utilizar o termo, que se refere à frase “the world is your oyster”, eternizada por William Shakespeare (1564-1616), que significa “o mundo é sua ostra”. O sentido da expressão está relacionado ao fato de que você é dono das suas intenções e consegue encontrar sua “pérola” em apps de relacionamento. A frase traz a ideia de aproveitar a vida nessa procura e assim algo valioso como uma pérola possa surgir para você.

Essa prática legitima entrar em aplicativos com a intenção que você quiser e traz um conforto para os solteiros aproveitarem a interação sem julgamentos. Por muito tempo, o uso das plataformas de relacionamento foi visto apenas com uma premissa sexual, mas oystering nomeia a liberdade que você pode ter dentro dessa busca.

Usuárias falam de suas experiências

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Laura, 23 anos, acredita que aplicativos como o Tinder são formas menos invasivas e mais confortáveis de conhecer pessoas novas. “Como eu sou mais introvertida, entrei no Tinder querendo conhecer pessoas de um jeito mais fácil e menos invasiva, de forma com que eu pudesse me sentir mais segura sem precisar lidar com imprevistos”.

Ressalta, ainda, que durante a pandemia o aplicativo foi uma forma de manter a socialização sem abrir mão da quarentena: “Foi durante a pandemia que eu mais usei o aplicativo porque era o jeito mais fácil de conversar e conhecer gente legal sem precisar sair de casa”.

Clarice, 35 anos, comenta que os apps são ótimos meios para conhecer pessoas sem ter de flertar pelas ruas: “Eu não sou uma pessoa que sai muito para flertar, geralmente saio especificamente para curtir um tempo com amigos, daí nem lembro muito de olhar para os lados. Então, quando uso aplicativos, meu principal objetivo é conhecer pessoas”.

Além disso, destaca não usar um aplicativo de relacionamento com objetivo definido, como “arrumar um relacionamento sério ou de transar”, mas com uma ideia de “o que rolar, rolou”. Acredita que as relações fluem de forma mais natural assim. “A gente tá lidando com pessoas do outro lado da tela, né? Não adianta forçar as coisas”, assinala.

Com intenções direcionadas ou não, é inegável a funcionalidade e adesão dos aplicativos de relacionamentos. O segredo é aproveitar da forma como quiser e se divertir, pois o mundo é sua ostra!

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