Estabelecer intenções e expectativas: “hardballing”, tendência da geração Z para se relacionar

Deu match e já disse quais são suas intenções e expectativas? Você faz parte do hardballing, um modo bem direto de se relacionar

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Em 28.02.22 às 11:00

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Em 28.02.22 às 11:00

Nos aplicativos de relacionamento, escolhemos pessoas basicamente pela aparência, já que a foto é o alvo central. No mais, sabemos mais algumas informações sobre a pessoa, o que ela deixar disponível. Dando o match, você já esclarece as suas intenções?

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A prática do hardballing é basicamente isso. Antes mesmo do primeiro encontro, já fica estabelecido ali o que exatamente está se procurando, informando requisitos básicos, intenções e expectativas.

Estabelecer um relacionamento, sexo casual, um romance são algumas intenções dos participantes de um aplicativo de relacionamento. Com o intuito de evitar mal-entendidos, os jovens estão logo de cara informando as suas intenções.

O grande medo no geral é do ghosting. A palavra em inglês resume a situação de quando a outra pessoa deixa de responder e some por completo sem dar explicações. Para evitar conversas difíceis ou até mesmo uma ligação para explicar o que está acontecendo, é simplesmente resolvido pelo “chá de sumiço”.

Por conta do distanciamento social, em que foi necessário se manter o máximo possível dentro de casa, evitando contatos, ficou ainda mais fácil de terminar relações por meio do ghosting.

Com medo de perder tempo com situações incertas dos relacionamentos, o jogo limpo logo de cara é defendido, pois pode evitar que você se relacione com alguém que não esteja na mesma “vibe”.

Requisitos básicos para se relacionar com alguém

O Dicas de Mulher conversou com duas jovens da geração Z para saber um pouco mais sobre como as pessoas estão se relacionando e o que acham sobre hardballing.

Joana de 27 anos comenta que “de maneira geral, crenças e opiniões muito divergentes se tornam uma barreira para mim”. Para ela, a pessoa deve ter um estilo de vida minimamente parecido com o dela. Além disso, complementa: “gosto de pessoas que me ouçam com atenção e que também saibam conversar sobre diversos assuntos”.

A jovem nos relata que faz parte “quebrar a cara” e não faz sentido algum jogar as expectativas logo de primeira, pois encerra aquele processo de conhecer a pessoa aos poucos e só depois ver no que vai dar, mas pontua que é importante esclarecer as coisas conforme o desenrolar da relação. Joana comenta: “Mandar tudo na lata antes mesmo de ter contato com a pessoa me parece equivocado”.

Livia, 22 anos, acredita que o primeiro ponto é saber se a pessoa é conservadora, essa é a chave principal para dar continuidade na relação. O que faz ela continuar com a relação com alguém é: “Se a pessoa é legal, temos assuntos em comum, beija bem”. Ela acrescenta que a atração física também é importante para dar continuidade nos encontros.

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A jovem Lívia, pontua: “Sendo uma mulher bissexual, sei o quanto é difícil achar homens que cumpram os pré-requisitos básicos de ser uma pessoa decente”. Dentre esses requisitos básicos, ela lista a consciência política, não reprodução da masculinidade tóxica e ter inteligência emocional.

As ideias de ambas convergem quando se trata de ter algo em comum com o possível parceiro ou parceira. “Antes de sair com alguém eu dou uma averiguada básica nos gostos da pessoa porque acho que a pessoa precisa ter um estilo de vida minimamente parecido com o meu”. Ou seja, o ponto principal de uma relação para as jovens é poder compartilhar concepções de vida parecidas, sem precisar saber de imediato as intenções de cada um.