Deficientes físicos ganham o mercado de trabalho como modelos fotográficos

Fotógrafa paulista abre um leque de oportunidades profissionais para modelos com deficiência física

Escrito por Andressa Dias

Paula Ferrari, modelo com mielite, usuária de cadeira de rodas. Foto: Kika de Castro

Em meados de 2007, a fotógrafa Kica de Castro criou em São Paulo uma agência diferente: ela tem no casting apenas modelos com algum tipo de deficiência física. Visando valorizar e incluir esses profissionais em um mercado que ainda não os abrigava, ela desafiou os padrões e trouxe esperança e oportunidade para muitos, começando com apenas 5 modelos e hoje contando com cerca de 85 em todo território nacional.

“No começo não tive apoio nem das pessoas com deficiência, eles não acreditavam que o mercado iria abrir as portas para questão da diversidade, mas provamos e ainda estamos na luta de mostrar que beleza e deficiência não são palavras opostas” afirma a fotógrafa.

Juliana Caldas, nanismo. Paula Ferrari, mielite. Maraísa Proença, amputação de membro inferior, utiliza prótese. Mah Mooni, amputação de membro inferior, sem utilização de prótese. Foto: Kica de Castro

“Não existe um único padrão de beleza, o universo é composto da diversidade, a beleza não pode ficar de fora dessa inclusão” destaca Kica, reafirmando a necessidade da valorização de todos os tipos de beleza e da erradicação dos preconceitos em todos as áreas do mercado de trabalho.

Rayane Landim, modelo fotográfica com paralisia cerebral. Cassio Sgorbissa, modelo com má formação em membro superior. Foto: Kica de Castro

Projetos humanos como esse mostram o quanto é primordial tratarmos pessoas com deficiência com igual dignidade e prover a eles boas oportunidades, além de apoiar o fim do preconceito.

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