BBB 22: estresse pode afetar vitiligo de Natália e abalar autoestima

Dermatologista e psicóloga explicam como o vitiligo afeta a vida da sister Natália Deodato e como fortalecer a autoestima

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Atualizado em 13.04.22

Natália Deodato

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Em 22.02.22 às 17:36

Segundo a SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), o vitiligo é uma doença autoimune que atinge 1% da população mundial e mais de 1 milhão de brasileiros. Caracteriza-se por manchas que são resultantes da ausência ou diminuição de melanócitos, células responsáveis pela formação do pigmento melanina, que dá cor à pele.

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A doença voltou a ser um assunto debatido após as vivências de Natália Deodato, no Big Brother Brasil 2022. Geralmente, essas manchas estão localizadas na face, nas mãos, nos genitais, joelhos e cotovelos, mas pode acometer outras partes do corpo.

Em entrevista ao Dicas de Mulher, a dermatologista Aneline de Lima Nogueira diz “Existem algumas teorias que tentam explicar a destruição dos melanócitos, mas nenhuma foi comprovada. Provavelmente fatores autoimunes estão envolvidos”. Isto é, não há uma correlação direta entre causa e consequência, porém o estresse pode muito afetar como o vitiligo se desenvolve.

E como Natália convive com o vitiligo na BBB 22?

Reprodução / Globo

Desde os nove anos de idade, a sister lida com a doença. Não é de hoje que convive com o preconceito e as dificuldades de ter uma doença autoimune. A diferença é que dentro do confinamento todas as relações interpessoais ficam exacerbadas, ou seja, pequenos fatos geram grandes discussões.

Na casa, Natália já desabafou sobre o assunto. Disse que se tornou introspectiva devido ao fato das pessoas não conhecerem o vitiligo. Muitas vezes optou por se isolar para não incomodar, sobretudo na infância. No entanto, ressaltou que essa condição não a define, que atualmente se vê como protagonista de sua vida.

Natália é uma mulher forte e expõe seus posicionamentos, o que pode causar mais conflitos na casa. Em consequência disso, pode haver um caso de piora do vitiligo. A dermatologista Anelise destaca a importância de ter paciência e tentar diminuir o estresse, o que pode ser algo extremamente difícil principalmente em situação de confinamento.

Em entrevista ao Dicas Mulher, a psicóloga Bruna Braçal complementa ao dizer: “Os fatores emocionais intensificam o vitiligo. As manchas se intensificam à medida que há algum estresse. E esse estresse pode ser justamente o preconceito, justamente a dificuldade nas relações interpessoais, consequentemente aumenta o vitiligo e aumenta a exclusão”. Sendo assim, o confinamento pode ser até nocivo para o quadro de vitiligo.

De que modo isso afeta a autoestima?

Durante o programa, é possível observar Natalia lutando contra sua própria autoestima e o preconceito contra o vitiligo. A psicóloga Bruna Braçal reflete que a psicoterapia é um caminho para tentar melhorar a autoestima da pessoa com vitiligo.

Além disso, aponta ser necessário “pensar em uma construção de autoestima que não seja ‘apesar de’ ou ‘mesmo tendo’, mas um processo de integrar enquanto parte da sua identidade, enquanto parte de quem você é e buscar um fortalecimento”. Por se tratar de uma doença que não tem cura definitiva, também é importante fazer o tratamento adequado para evitar a piora.

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