Ativista Malala Yousafzai envia carta ao Brasil pedindo atenção à educação

Na carta, a ativista ganhadora do Prêmio Nobel da Paz suplica por aumento no orçamento de políticas públicas para educação

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Em 23.02.22 às 17:35

Malala

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Em 23.02.22 às 17:35

A paquistanesa Malala, que ficou mundialmente conhecida pela sua luta em prol da educação, escreveu uma carta ao Brasil pedindo o combate à evasão escolar. Destinada ao presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a carta clama pela criação de políticas públicas para que meninos e meninas permaneçam na escola.

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No Brasil, há uma grande taxa de exclusão escolar que aumentou com a pandemia da Covid-19. Esse contexto dificultou o acesso à educação, sobretudo para meninas brasileiras carentes.

Em sessão de debate no Senado, a carta foi lida por Andressa Pellanda, coordenadora geral da Campanha Nacional pelo Direto à Educação e integrante da ONG Fundo Malala no Brasil. No documento, a ativista ressalta: “Nesta sessão de hoje, peço que vossas excelências assumam compromissos ambiciosos pela educação das meninas garantindo a implementação de mecanismos como Fundeb e regulamentando o sistema nacional de educação para que o financiamento seja distribuído de forma equitativa”.

A ativista finaliza seu texto ao dizer “Espero que não esqueçam as demandas das meninas” e enfatizando a importância da equidade de gênero na educação. Confira abaixo a leitura completa da carta:

Quem é Malala?

Malala Yousafzai é uma mulher paquistanesa e representante mundial dos direitos das mulheres. Já enfrentou nomes como o Taliban para defender seus ideais em prol dos direitos humanos e do direito da mulher à educação.

Tornou-se conhecida em 2012, aos 14 anos, quando combatentes do Taliban quase a mataram com tiros na cabeça e pescoço por defender que mulheres deveriam frequentar a escola. Na época, seu diário foi publicado sob um pseudônimo e chamou atenção de todo mundo.

Venceu o Prêmio Nobel da Paz aos 17 anos em reconhecimento à sua luta pelo direito de mulheres e meninas à educação no Paquistão, sendo a mais jovem a receber essa premiação.