8 motivos para você não seguir dietas restritivas

Tá pensando que precisa emagrecer? Pois saiba que para isso você não precisa adotar medidas radicais

Escrito por Raquel Praconi Pinzon

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Você já está pensando que vai comer a mais nas festas de fim de ano ou, então, está preocupada porque as férias se aproximam e você acha que está acima do peso para usar um biquíni.

Nessas horas em que gostaríamos de emagrecer – de preferência bem rapidinho –, é muito comum nos sentirmos tentadas a encarar uma dieta “milagrosa”. O problema é que todo esse “milagre” na verdade significa uma série de restrições. Dieta do suco, dieta da lua, dieta seca-barriga… No fim das contas, todas essas dietas são muito restritivas, deixando seu organismo carente de nutrientes e calorias.

Pode até ser que você perca alguns quilos na primeira semana, mas você já sabe o que vai acontecer depois: é impossível seguir uma dieta assim por muito tempo, e você vai acabar engordando tudo de novo. Confira 8 motivos pelos quais não vale a pena embarcar nessas dietas:

1. Dietas restritivas não funcionam

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Quer motivo melhor do que esse? A ciência já comprovou que as dietas restritivas não adiantam nada. Você pode até perder alguns quilos rapidamente, mas é muito provável que recupere todos eles em até cinco anos. O tempo e o esforço dedicados a uma dieta restritiva não compensam.

2. Elas acabam com a sua autoconfiança

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O que você acha que vai acontecer se você passar muito tempo fazendo uma dieta que proíbe tudo? É muito provável que você “caia em tentação” e “fure” sua dieta. Em seguida, você vai sentir como se tivesse falhado e não tivesse a menor força de vontade, jogando sua autoconfiança lá pra baixo. Seguir à risca uma dieta restritiva é colocar expectativas irreais sobre você mesma. Você é uma pessoa, não uma máquina!

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3. Essas dietas causam sentimento de culpa

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Ao classificar os alimentos como “bons”, “ruins”, “lixo” etc., você está promovendo um julgamento da alimentação. Porém, seus hábitos alimentares não refletem seu valor como pessoa, e você não deve se sentir culpada ou diminuída pelo que você come – principalmente se foi uma exceção.

4. Elas afetam negativamente sua perda de peso

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O efeito sanfona e a restrição calórica podem deixar seu metabolismo mais lento, dificultando sua perde de peso em longo prazo. Quando deixamos de fornecer combustível suficiente para o nosso corpo, ele vai começar a armazenar energia para garantir suas funções vitais. Ou seja, ele não vai contribuir para o seu emagrecimento.

5. Você sente fome o tempo todo

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As dietas restritivas nos deixam com fome permanentemente por dois motivos. O primeiro, obviamente, é porque não estamos comendo o suficiente, dificultando o funcionamento do organismo.

O segundo motivo é que, ao restringir as calorias, temos um aumento nos níveis da grelina, o hormônio que faz nosso estômago se revirar de fome. Quando entramos nesse estado, é muito difícil se segurar para não sair comendo tudo o que encontramos pela frente.

6. Dietas restritivas consomem tempo e são caras

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Imagine uma dieta em que você não possa comer glúten, lactose, açúcar, sal, raízes, cereais, carnes e mais um monte de coisas. Além disso, tudo deve ser precisamente pesado em uma balança.

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Não é exatamente fácil encontrar alimentos que atendam a todas as restrições de uma dieta assim. Em consequência, você vai acabar com uma longa lista de compras cujos itens são encontrados somente em lojas específicas e caras.

Isso sem falar que você vai gastar muito tempo preparando suas refeições, pois é preciso pesar e fracionar tudo, deixando você um tanto obsessiva com o que você come. Depois de alguns dias, todo esse empenho deixa de ser sustentável, pois ele não vai se encaixar na sua rotina e vai acabar pesando muito no bolso.

7. Você se condiciona a ignorar seu corpo

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Quando seguimos uma dieta restritiva, deixamos de ouvir o que nosso corpo está tentando nos dizer. Tudo bem que atender aos pedidos diários por um brigadeiro pode não ser uma boa ideia, mas é preciso ter cuidado para não deixar suas necessidades orgânicas de lado.

Prestar atenção nos sinais do seu corpo e lidar com eles de forma mais consciente são formas de entender como o seu organismo funciona, tornando mais fácil a tarefa de fazer escolhas saudáveis na alimentação.

8. A alimentação deve ser prazerosa

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A comida faz parte da identidade do ser humano e da nossa organização em sociedade. Quando transformamos os alimentos em uma simples quantidade de calorias ou pontos, acabamos perdendo a noção de que as refeições devem ser apreciadas.

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A melhor forma de encarar o emagrecimento é deixar o peso em segundo lugar e se concentrar mais em comer para suprir necessidades orgânicas e fazer escolhas saudáveis. Dietas malucas não funcionam, mas a reeducação alimentar sim. Por isso, se você deseja (ou precisa) emagrecer, é sempre mais indicado ter o acompanhamento de uma nutricionista.

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