Microagulhamento capilar para combater a queda de cabelo

Escrito por
Em 08.05.22

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O microagulhamento capilar é uma técnica que auxilia no tratamento de queda de cabelo causada por alguns tipos de alopecia, como a androgenética também conhecida como calvície. O procedimento deve ser realizado por uma tricologista ou terapeuta capilar, que irá avaliar cada couro cabeludo e indicar o protocolo adequado. Nessa matéria, a médica Thalita Rodrigues explica o que é e como funciona o tratamento. Confira!

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O que é a microagulhamento capilar

Segundo a tricologista Thalita Rodrigues, “o microagulhamento capilar é uma técnica na qual são realizadas micropunturas (microperfurações) no couro cabeludo, causando um processo inflamatório local controlado, permitindo a liberação de fatores de crescimento e o estímulo da síntese de colágeno e elastina. Além disso, outra função importante do microagulhamento é potencializar a absorção de ativos na área microagulhada”.

O tratamento é muito utilizado em casos de queda de cabelo, principalmente para alopecia androgenética. Dentre seus principais benefícios estão o restabelecimento do ciclo de crescimento capilar, melhora da densidade e aumento da espessura dos fios, prevenindo a queda, ajuda no desenvolvimento de novas raízes e redução das falhas no couro cabeludo.

Quando a microagulhamento capilar é indicado

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Thalita Rodrigues explica que o microagulhamento capilar é indicado como tratamento coadjuvante em alguns casos. “Na alopecia androgenética está a maior indicação, mas, claro, sempre avaliando previamente todas as condições vigentes do paciente”.

Ainda nas palavras da médica, “em outros casos de alopecia, como na areata localizada, também aplicamos a técnica, viabilizando a repelação. Nos casos de alopecias cicatriciais (como Líquen Plano Pilar, Lúpus Eritematoso Discóide, entre outras), cuja principal característica é a presença de um intenso processo inflamatório, não indicamos o protocolo, justamente pela exacerbação da inflamação”.

Como funciona o microagulhamento capilar

Segundo a tricologista Thalita, o microagulhamento é uma técnica que estimula a produção de colágeno, elastina e, principalmente, o aumento na produção de fibroblastos, célula responsável pelo crescimento dos fios. “Ao realizar o procedimento, inicia-se um processo inflamatório local controlado, obedecendo aos padrões de segurança e efetividade da técnica.

Como explica a especialista, “a perda da integridade cutânea desencadeia a liberação de citocinas, vasodilatação e migração de queratinócitos visando restaurar o dano epidérmico. Há também a liberação de fatores de crescimento e proliferação de fibroblastos, aumento da síntese de colágeno e elastina local”. Em outras palavras, o pequeno ferimento causado no couro cabeludo provoca a liberação de células e substâncias que estimulam o crescimento capilar com o intuito de regenerar a ferida.

Para realizar o procedimento, “utilizamos um rolo (aparelho manual) que possui inúmeras agulhas finas ou dispositivos automáticos. É importante salientar que há diferentes tamanhos de agulhas, elas variam conforme a profundidade da pele que quero atingir no microagulhamento”, finaliza a especialista.

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Cuidados antes do tratamento

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  • Avaliação do couro cabeludo realizada por um profissional;
  • Anamnese a fim de garantir a segurança e eficácia do tratamento;
  • Higienização do couro cabeludo.
  • Cuidados após o tratamento

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    • Não se expor ao sol, em um período de 2 a 3 dias após o procedimento
    • Evitar expor a área tratada a fontes de calor (secador, sauna etc) por 24 a 48h após;
    • Evite aplicar produtos tópicos locais na área tratada por 24 a 48h após;
    • Não lavar a área em até 12h após;
    • Não manusear a área tratada (coçadura, retirada de crostas etc).

    Enfim, esses são os principais cuidados antes e após o procedimento, que deverá ser realizado por uma tricologista especializada no tratamento.

    Resultados do microagulhamento capilar

    Para obter bons resultados com o microagulhamento, é preciso uma série de cuidados durante o tratamento e também um certo número de sessões. “O número de sessões irá depender da patologia em questão e dos outros tratamentos associados. Usualmente, fazemos de 3 a 6 sessões com um intervalo médio de 30 dias entre elas. Os valores também variam conforme os ativos que usamos. A média é entre R$ 400 e R$750 a sessão”, esclarece Thalita.

    Além disso, Thalita alerta que o resultado do procedimento está atrelado com diversos fatores relacionados à saúde do paciente, “o resultado depende de inúmeros fatores endógenos (saúde do paciente e controle da causa da alopecia) e exógenos (estilo de vida e outros procedimentos) atuando em sinergia”.

    Finalizando, é “importante salientar que o Microagulhamento é um tratamento coadjuvante que atua auxiliando o crescimento e engrossamento dos fios (que sofreram afinamento). Ele age complementando e potencializando outras terapias que devem ser realizadas em paralelo. Contudo, a causa da alopecia em questão deve estar sob controle, para não ocorrer a queda capilar e até mesmo para que não haja novamente o afinamento dos fios”, pontua a médica.

    Contraindicações da microagulhamento capilar

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    Como qualquer procedimento, o microagulhamento capilar apresenta uma série de contraindicações. Por isso, é fundamental procurar um profissional e fazer uma avaliação completa do couro cabeludo, bem como de outras condições. Confira, então, quais são os casos em que o procedimento não é indicado.

    • Pacientes com alterações de coagulação: por ser um procedimento que ocasiona o sangramento no couro cabeludo, pacientes com alterações na coagulação não podem fazer o tratamento.
    • Lesões no couro cabeludo: segundo Thalita, “quem apresenta lesões no couro cabeludo não está apto para fazer o procedimento. Isso porque o microagulhamento pode agravar a lesão”.
    • Infecções locais: “caso o paciente apresente alguma infecção na área onde será aplicado o procedimento, a técnica não deve ser realizada sob o risco de agravar a infecção, que pode se espalhar para outras partes do corpo”, explica a profissional.
    • Tendência a má cicatrização: “o maior risco para quem tem má cicatrização é que o procedimento aumenta as chances da formação de cicatrizes quelóides”, alerta Thalita.
    • Pacientes que usam isotretinoina oral (Roacutam): esse tipo de medicamento tem como efeito aumentar a sensibilidade da pele, aumentando o risco de cicatrizes e manchas.

    Enfim, o microagulhamento capilar é um procedimento que ajuda a combater a queda de cabelo, principalmente, as causadas por alopecia androgenética ou calvície. Contudo, ela não é indicada em todos os casos de perda capilar. Se você percebeu que seu cabelo começou a cair depois de ter contraído Covid-19, leia a matéria sobre queda de cabelo pós-covid.