10 mentiras que os pais deveriam parar de contar aos seus filhos

Algumas mentiras que parecem inofensivas podem minar a confiança entre você e seu pequeno

Escrito por Mariana Bueno

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Os pais mentem para seus filhos todos os dias, mas, na maioria das vezes, sequer percebem que estão fazendo isso. Mesmo que o intuito seja proteger e evitar que se machuquem e sofram, a atitude não é positiva.

Além disso, não adianta dizer ao filho que não se deve mentir, mas continuar contando algumas mentiras. Eles vão pensar que é bom mentir, já que a mamãe e o papai também mentem.

Por isso, segundo o Dr. Magdalena Battles, mestre em psicologia infantil, é necessário que os pais parem de fazer isso e criem uma relação de confiança com os filhos. Veja algumas das mentiras mais comuns e dicas para buscar soluções em cada situação.

1. “Papai Noel está observando seu comportamento.”

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Em vez de ameaçar dizendo que o Papai Noel não dará presentes, tire algo no momento, por algumas horas ou um tempo determinado, para que eles saibam que o comportamento inadequado tem consequências imediatas. Se dois irmãos estão brigando e os pais dizem que o Papai Noel está vendo, mais cedo ou mais tarde eles descobrirão que isso é uma mentira, o que comprometerá o comportamento dos pequenos.

2. “Eu nunca deixarei nada de ruim acontecer com você.”

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Esta pode ser sua intenção, mas pode não ser possível. Não dá para proteger os filhos 100% do tempo. Em vez disso, use a verdade, de forma que a criança se sinta protegida, mas tenha consciência dos perigos reais. Por exemplo: “Sempre vou tentar te proteger, mas há pessoas ruins lá fora, por isso não quero que você se afaste de mim em uma loja.” ou “Estou aqui para proteger, mas se você se afastar, não estarei próxima e você pode estar se colocando em perigo”. Pode ser assustador, mas é uma realidade verdadeira. Escolha as palavras com cuidado para não causar ansiedade, mas fazer com que se tornem mais cautelosos com estranhos.

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3. “O parque está fechado.”

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Você sabe muito bem que o parque está aberto, mas não tem tempo para levar as crianças porque tem outros afazeres. Em vez de mentir, aja com honestidade. Até porque eles vão crescer um pouco e perceberão que você está mentindo sobre o fechamento do parque.

“Mamãe/papai não podem te levar ao parque hoje, porque nós temos que comprar mantimentos para a semana, para que possamos ter refeições, e temos outros compromissos importantes que devem ser feitos hoje.” Eles podem reclamar e se queixar, mas está tudo bem, eles aprenderão a realidade da vida e que não podem ter tudo o que querem o tempo todo.

4. “Não vai doer, eu prometo.”

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Seu filho(a) precisa tomar uma vacina, mas está gritando e você solta essa frase para acalmá-lo(a). Mas ele sabe que é mentira, pois você disse que não ia doer na primeira vez que ele se vacinou e ele sabe que dói. Eles aprenderam com a dor que você mentiu. Então deixe que eles saibam que será uma pequena picada, um pouco de dor, mas depois passa. E mostre que eles conseguem lidar, explique que eles precisam disso, por motivo de saúde. Se você disser que não vai doer, eles ficarão magoados e você terá essa culpa.

5. “Você é o melhor artista, excelente desenho!”

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Não se preocupe em elogiar seu filho quando você não está sendo sincero. Acredite ou não, as crianças conseguem perceber, seja pelo tom de voz, pela linguagem corporal, mas elas sabem quando os pais não estão sendo completamente sinceros. Em vez disso, elogie a criatividade ao fazer o desenho, sobre as habilidades, e não sobre o produto final que não é bom.

6. “Está na hora de dormir!”

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São apenas 19h30 e não é hora de dormir, já que você sabe que a hora de dormir é às 20h. Solução simples: diga que é hora de começar a se preparar para ir para a cama. As palavras são importantes e tudo se resume em manter a confiança entre pais e filhos. Pode não ser uma mentira grande, mas o que é dito tem a chance de criar problemas de confiança no futuro.

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7. “Não sei o que aconteceu com seu desenho que estava pregado na geladeira.”

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Você sabe o que aconteceu, porque você o jogou fora. Você não pode manter cada desenho feito, porque nem há espaço para isso. A solução é explicar aos filhos, mostrar a gaveta onde ficam os desenhos mais significativos e dizer que eles mesmos podem colocar as coisas lá se quiserem garantir que elas fiquem guardadas. Se estiver cheia, é hora de ajudá-los a selecionar os que querem ou não manter. Isso dá a eles responsabilidade sobre sua arte e torna os pais mais honestos.

8. “Eu estarei lá em um minuto.”

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Sim, sua intenção é boa. Você quer estar lá para ajudar no que for. No entanto, você está pagando contas e quer terminar o que está fazendo. Então diga apenas isso: que precisa terminar de pagar as contas e depois poderá ir. Não minta dizendo que é um minuto, porque pode ser mais longo, e quanto mais o tempo passa até você chegar, maior fica a mentira.

9. “Eu vou sair e te deixar aqui sozinho.”

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Às vezes parece que a criança que escuta você por causa do que diz, mas na verdade é porque eles estão assustados. Em vez de usar uma tática de susto, use consequências específicas e realistas. Você pode dizer “se você não calçar os sapatos e entrar no carro dentro de 5 minutos, não vou deixar você ver TV à noite”.

10. “Não temos dinheiro suficiente para…”

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Em vez de mentir, explique de forma que a criança compreenda. Diga que todos querem sair de férias e que, por isso, não vai dar para ir ao cinema ou fazer outras coisas, já que estão guardando o dinheiro. Ajude-as a entender que, às vezes, fazer algo realmente especial e divertido envolve sacrifício. Além de ensinar uma valiosa lição de vida, você não estará mentindo.

Falar a verdade é a melhor maneira para que os filhos aprendam e cresçam. Mostre as consequências do mau comportamento, para que saibam que se desobedecerem, terão um castigo específico, como não ver TV ou não brincar com os jogos, durante um período de tempo específico. É melhor ser honesto e decepcionar seu filho, que podem sofrer pequenos desapontamentos, do que prejudicar o relacionamento com a criança. As palavras têm o poder de fazer com que os pais sejam ou não confiáveis e o desenvolvimento dessa confiança começa durante a primeira infância.

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