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Menopausa precoce aumenta o risco de insuficiência cardíaca

Pesquisa também sugere que mulheres que não engravidaram têm 2,75 mais chances de sofrer com a doença

em 06/06/2017

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Uma pesquisa realizada nos EUA mostrou que as mulheres que entram mais cedo na menopausa apresentam um risco mais elevado de sofrer insuficiência cardíaca.

Ainda, o estudo indicou que as mulheres que nunca deram à luz têm 2,75 vezes mais chances de desenvolver essa doença do que aquelas que tiveram filhos.

Diante desses resultados, os autores da pesquisa destacam a importância de se estudar mais detalhadamente qual é a influência de fatores como gravidez e duração do período reprodutivo na saúde do coração das mulheres.

“Esses são fatores que podem influenciar o risco que uma mulher apresenta de sofrer com doenças cardíacas, principalmente a insuficiência”, afirmou Nisha Parikh, coautora da pesquisa, que foi realizada em conjunto por oito universidades dos EUA.

Entendendo a pesquisa

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O estudo, que foi publicado no Journal of the American College of Cardiology, analisou os dados coletados de 1993 a 1998 referentes a 28.516 mulheres com idade média de 63 anos. Nessa amostra, a idade média para a menopausa foi de 47 anos – e 1.494 dessas mulheres precisaram ser hospitalizadas devido a uma insuficiência cardíaca.

Entre fatores como idade, nível de educação, fumo, índice de massa corporal, uso de contraceptivos orais e histerectomia, a equipe da pesquisa percebeu que uma menopausa precoce – e um período reprodutivo mais curto, em consequência – estava relacionada a um risco maior para a doença cardíaca. Mais precisamente, a cada ano somado à idade da mulher na ocasião da menopausa, ela apresentará 1% menos chances de sofrer com insuficiência cardíaca.

Uma das hipóteses levantadas pelos pesquisadores para explicar essa relação é que uma menopausa precoce encurtaria o período reprodutivo, reduzindo também o tempo durante o qual o organismo fica exposto aos hormônios sexuais, como o estrogênio.

E as mulheres que não tiveram filhos?

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O estudo ainda mostrou que as mulheres que nunca deram à luz apresentam 2,75 vezes mais chances de desenvolver insuficiência cardíaca do que mulheres que tiveram filhos.

A relação entre a ausência de filhos e a doença ainda é incerta, e os pesquisadores sugerem que a explicação para esse fenômeno sejam fatores associados ao estilo de vida da mulher, como a depressão. “É claro, muitas mulheres escolhem não engravidar, e nós ainda não conseguimos avaliar esse fator”, declarou a cientista Nisha Parikh.

A pesquisadora ainda disse que espera que esse estudo aumente a conscientização da comunidade médica sobre a relação entre os fatores reprodutivos e o desenvolvimento de doenças cardíacas. Dessa forma, ela espera que os médicos passem a considerar também o histórico reprodutivo de suas pacientes para avaliar o risco que elas apresentam para a insuficiência.

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