Masturbação feminina: entenda os principais aspectos dessa prática

Enquanto os homens são encorajados a explorar o próprio corpo, as mulheres sofrem uma espécie de “repressão velada” no que diz respeito a se conhecerem melhor

Escrito por Carolina Werneck

Foto: Thinkstock

Ao longo de muito tempo temas referentes à sexualidade das mulheres, como a masturbação feminina, foram considerados tabus pela sociedade. Com as conquistas feministas alcançadas por meio de luta e movimentação de diversas organizações que defendem os direitos da mulher, esse tipo de assunto tornou-se muito mais comum e aceito – tanto na literatura quanto em debates acadêmicos ou mesmo entre grupos de amigas.

Enquanto os homens são encorajados de forma direta ou indireta a explorar o próprio corpo, descobrindo quais as áreas que proporcionam maior prazer quando estimuladas, as mulheres sofrem uma espécie de “repressão velada” no que diz respeito a conhecer melhor a própria anatomia.

Ponto G

O famigerado e controverso ponto localizado, de acordo com especialistas, na parte interna posterior da vagina. Há quem diga que esse é apenas um mito e que, de fato, o ponto G não existe – uma série de depoimentos de mulheres, no entanto, garante que essa pequena área cercada de mistério é a chave para um prazer tão intenso que se torna quase impossível descrever.

Um estudo publicado em 2010 no Journal of Sexual Medicine afirma que esse “botão” mágico é simplesmente fruto da imaginação das mulheres. Cerca de 1.800 voluntárias foram ouvidas pelos pesquisadores. Em contrapartida, uma pesquisa realizada em 2012 pelo ginecologista Adam Ostrzenski, do Instituto de Ginecologia de Saint Petesburg, na Flórida, garante que o ponto G é uma cavidade localizada na parte posterior da membrana perineal, cuja extensão varia entre 8,1 e 33mm.

Para quem está tentando localizar seu ponto G, a dica é introduzir o indicador na vagina e “tatear” a parte interna do órgão, a cerca de três ou cinco centímetros da entrada. Você deve procurar por um ponto com textura diferenciada do restante do interior vaginal, levemente elevado em relação às áreas ao redor. Esse ponto, quando estimulado, proporciona um prazer mais intenso que aquele provocado pela estimulação clitoriana, garantem os pesquisadores.

Ponto V

Você talvez não tenha ouvido falar nessa denominação, mas – se já teve experiências sexuais – é muito provável que já conheça o ponto V há algum tempo. Trata-se da área localizada no ponto em que o clitóris se une ao chamado “monte de vênus”, aquela espécie de elevação posicionada exatamente no início do desenho da vagina.

De acordo com Jenny Hare, autora do livro “Orgasmos: como chegar lá”, encontrar seu ponto V pode ser mais simples do que parece. “Posicione a mão na parte mais baixa do púbis de forma que as pontas do indicador e do dedo médio fiquem no lugar onde os lábios externos da vulva começam”, explica a escritora.

Como começar

A masturbação deve ser encarada, em primeiro lugar, como uma prática natural, capaz de te ajudar a conhecer seu corpo e identificar o que te proporciona prazer. Ao contrário do que você possivelmente aprendeu a respeito do tema, ela não é uma atividade exclusivamente masculina – e também não é algo “sujo” ou “pecaminoso”.

Tente enxergar a masturbação como uma forma de melhorar seu desempenho sexual e até mesmo sua autoestima. Caso ache necessário, procure a ajuda de um terapeuta ou ginecologista, para que possa explicar seus temores e tirar suas principais dúvidas. Depois de dar esse primeiro passo – o de aceitar a masturbação como normal -, deixe a imaginação fluir e descubra, devagar, respeitando seus limites pessoais, quais as suas verdadeiras preferências sexuais.

Assuntos: Relacionamentos, Sexo

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