Luzes artificiais: agressão silenciosa à pele

Dermatologista alerta para os riscos da exposição da pele aos danos diários causados pela luz artificial

Escrito por Daniela Hueb

Foto: Thinkstock

Com o sol cada vez mais quente, é bem comum você ser lembrada a todo momento do quanto é importante usar filtro solar no rosto e no corpo para se proteger dos danos causados pelos raios solares.

O que pouca gente sabe é que essa rotina do protetor solar é vital até pra quem não fica tão exposta ao sol, já que luzes artificiais (conhecidas como luz visível) também danificam sua pele, já que alteram o DNA da pele (como o sol faz, provocando manchas e acelerando o envelhecimento). Moral da história: mesmo se você vai de casa para o escritório e mal toma sol no caminho, sua pele também sofre.

Luz natural X artificial

O efeito das luzes visíveis não é tão alarmante quanto ao do sol (cerca de 67% dos radicais livres da nossa pele são gerados pelos raios ultravioletas do sol, 33% são gerados pelas luzes artificiais), mas elas também são responsáveis pelo envelhecimento precoce e pelo aparecimento de manchas, já que alteram a pigmentação da pele.

Ficar exposta à luz artificial por 8 horas equivale a cerca de um minuto e 20 segundos de exposição solar em um dia de verão. Por isso, os efeitos não são tão desesperadores quanto os causados pelos raios solares, mas isso não quer dizer que você possa evitar os cuidados preventivos. Peles mais branquinhas e sensíveis são as que mais sofrem.

Qualquer lâmpada faz mal?

As lâmpadas que aquecem, como as dicróicas, muito usadas em casa por serem mais baratas, emitem raios que são bastante nocivos à pele. As lâmpadas fluorescentes são menos agressivas e representam apenas uma parcela mínima de perigo, mesmo assim nossa pele não está 100% imune a ela, o que obriga você a não descuidar do protetor.

E não esqueça: além das lâmpadas de teto, as luzes das geladeiras, das luminárias de mesa, dos refletores de um consultório odontológico e do computador, todas essas podem danificar sua pele, em menor ou maior grau, isso depende do período de exposição e se ficam muito próximas ao rosto.

O fator desconhecido

Como a preocupação geral é com o sol, há pouca informação acerca dos danos causados pelas luzes artificiais, ou seja, a maior parte dos filtros disponíveis no mercado apenas bloqueia os raios solares e não oferece a devida proteção contra a luz emitida pelas lâmpadas. O mais indicado, nesse caso, é associar o filtro solar ao uso de bases com FPS acima de 30, pois elas garantem uma barreira física contra a luminosidade, mantendo a radiação longe da sua pele. Dessa forma, você evita desenvolver melasmas.

Bronzeamento artificial

Essa é a pior de todas as luzes artificiais, inclusive a radiação das lâmpadas pode ser mais nociva à pele do que a exposição ao sol. Recorrer ao bronzeamento artificial não livra você de sofrer problemas como câncer da pele, manchas, envelhecimento e até queimaduras graves. Pior ainda: até aumenta e acelera esses riscos.

Como escolher o protetor contra luz visível

O único tipo de produto que bloqueia o efeito da luz visível na pele são os filtros físicos, que refletem e dispersam a energia da luz, construindo uma barreira física às radiações solares.

Nesse caso, você pode optar por uma base ou por aquele filtro mais grossinho (que deixa branco), que tem partículas de zinco e funciona como um filme protetor, impedindo a radiação de ultrapassar a pele. Mas lembre-se: seu médico dermatologista pode ajudar você nessa escolha, trazendo mais segurança.

Sua rotina de cuidados

Pra quem trabalha em ambientes fechados e não transpira tanto ao longo do dia, o ideal é passar o filtro solar duas vezes ao dia: logo pela manhã e depois do almoço. Isso tanto no rosto quanto nos braços, mãos e outras áreas que ficam expostas, sem a proteção da roupa, por exemplo.

Se você trabalha na rua, com exposição direta ao sol, o mais garantido é aplicar o filtro a cada duas horas ou depois de transpirar muito, ok?
Use um filtro próprio para o rosto (ele é mais concentrado e protege melhor) e outro para o corpo. Quem é mais branquinha deve optar por FPS acima de 30 e as mais morenas já ficam protegidas com um fator 20 ou 30.

Assuntos: Câncer, Pele

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