Quais alimentos podem fazer parte da introdução alimentar do bebê?

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Atualizado em 22.06.22

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Até os 6 meses a alimentação do bebê se resume exclusivamente ao leite materno. Passado este período, os pais podem incluir outros alimentos e dar início a introdução alimentar. Para explicar mais sobre o assunto, confira o que foi dito pelo pediatra Hamilton Robledo, da Rede de Hospitais São Camilo de SP:

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Índice do conteúdo:

O que é introdução alimentar

Halmilton explicou que a introdução alimentar é conhecida também como alimentação complementar e “corresponde ao período em que outros alimentos ou líquidos são oferecidos em adição ao leite materno e contribuem no desenvolvimento e na formação de hábitos alimentares saudáveis”.

“Esta etapa tem por objetivo ensinar a criança a comer, possibilitando o contato com uma variedade de alimentos e conhecer diferentes sabores e texturas”, continuou o pediatra. Ele também ressaltou que após os 6 meses de vida o sistema gastrointestinal do bebê já está preparado para receber e digerir outros alimentos além do leite materno.

Quando começar a introdução alimentar

Os pais podem prestar atenção a algumas atitudes da criança, que indicam seu interesse por conhecer e experimentar novas comidas. Segundo Hamilton, os principais sinais dados pelos pequenos são:

  • Interesse no que os pais comem;
  • Tentar agarrar a comida do prato de outras pessoas;
  • Já conseguir sustentar a cabeça e o tronco;
  • Segurar objetos com as mãos e levá-los a boca;
  • Protusão da língua diminuída.

Ao notar qualquer um dos sinais, se o bebê tem mais de 6 meses, já é válido considerar apresentá-lo a outros alimentos, iniciando a introdução alimentar. Continue a leitura para saber o que oferecer e quais métodos são utilizados com as crianças.

O que oferecer na introdução alimentar

O pediatra lembrou que “a introdução alimentar deve ser lenta e gradual, pois no início a criança pode rejeitar as primeiras ofertas do alimento, devido estranhar a colher, o sabor e até a consistência do alimento”. No entanto, não é motivo para se preocupar. Ele sugere começar com a papinha de frutas e depois apresentar à criança a papinha salgada:

Papinha de frutas

Para começar, o doutor Hamilton sugere dar frutas para o bebê, pois têm mais chances de aceitação e são fáceis de preparar na papinha. Ele explicou que “as frutas devem ser raspadas e amassadas, oferecidas com uma colher”.

”A escolha deve respeitar as características regionais, estação do ano, presença de fibras e até custo, salientando que nenhuma fruta é contraindicada. Deve-se iniciar com 2 a 3 colheres de sopa ou 1/2 fruta, e ir aumentando conforme aceitação da criança”, finalizou e sugeriu aos pais as seguintes frutas:

  • Banana;
  • Maçã;
  • Mamão;
  • Pera;
  • Abacate;
  • Melão;
  • Melancia;
  • Manga;
  • Ameixa;
  • Pêssego;
  • Abacaxi;
  • Morango.

Papinha salgada

A papinha salgada é iniciada apenas após a aceitação das frutas. O pediatra explicou que não tem a ver com o uso de sal, pois é o tempero que deve ser evitado no primeiro ano de vida da criança e substituído por cheiro-verde, salsinha ou cebolinha para realçar o sabor do alimento.

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Ele complementou que “devem ser incluídas na papinha salgada: proteínas, em torno de 50 a 70g, alimentos com DHA (Ácido Docosa-Hexaenóico) e ácido graxo tipo ômega 3, importantes para o desenvolvimento cognitivo e melhora visual na infância. Também deve-se inserir cereais, legumes, verduras e grãos. Em resumo, a papinha do bebê deve conter água, tempero, um cereal, uma proteína e legumes, oferecidos também amassados”. Como sugestão, Hamilton trouxe:

  • Carne bovina;
  • Carne de frango;
  • Ovo cozido;
  • Peixes;
  • Arroz;
  • Macarrão;
  • Couve-flor;
  • Brócolis;
  • Tomate;
  • Abóbora;
  • Abobrinha;
  • Berinjela;
  • Alface;
  • Rúcula;
  • Agrião;
  • Batata;
  • Beterraba;
  • Cenoura;
  • Mandioca;
  • Mandioquinha;
  • Nabo;
  • Batata-doce;
  • Feijão;
  • Grão-de-bico;
  • Lentilha;
  • Ervilha.

Vários são os alimentos que podem ser parte da introdução alimentar, não é mesmo? Agora, continue a acompanhar a matéria para conhecer os tipos de alimentação complementar.

Tipos de introdução alimentar

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Para facilitar essa nova fase do bebê, confira o que o doutor Halmilton disse sobre os três métodos de introdução alimentar. São eles:

1. BLW (baby led weaning)

A sigla em inglês significa “desmame guiado pelo bebê”. O pediatra comentou que “o bebê fica livre para experimentar e ingerir a quantidade que desejar, para explorar os alimentos”. Ainda assim, citou que “para as mamães causa muita a aflição, pois perde-se o controle da comida ingerida e muitas vezes tem a sensação que a criança apenas brinca com os alimentos”. Finalizou explicando o intuito do método: “favorecer a autonomia e a autorregularão do apetite, proporcionar uma refeição mais preparada e divertida com favorecimento do desenvolvimento psicomotor e melhor aceitação da comida”.

2. BLISS (baby led introduction to solids)

Em português, a sigla significa “introdução de sólidos guiada pelo bebê”. Hamilton detalhou o método: “o intuito desde método é garantir nutrientes necessários ao bebê. Seu princípio é exatamente igual o BLW, objetivo aumentar a ingestão de alimentos ricos em ferro; melhorar a absorção de ferro com a utilização de frutas ricas em vitamina C; e oferecer de 3 a 5 alimentos diferentes em cada refeição, além de um alimento energético”.

3. Método participativo

“É uma combinação do tradicional com BLISS ou BLW. Ou seja, ao mesmo tempo que os alimentos são oferecidos ao bebê, para que explore e coma com a própria mão, também vai sendo oferecido com a colher. Assim torna-se uma ótima opção tanto para a criança como para família, que se sente mais segura tendo a certeza de que o bebê está se alimentando”, explicou o pediatra.

A princípio a introdução alimentar parece desafiadora, porém, com as dicas do pediatra é possível tornar o momento divertido para a família e para o bebê. Agora, aproveite e confira também a matéria sobre como fazer o bebê arrotar.

As informações contidas nesta página têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.