Identificando comportamentos de autossabotagem

Percepção a respeito de si mesmo leva a comportamentos assertivos

Escrito por Luciana Kotaka

Vivemos um mundo real, e sendo pessoas reais é impossível colher resultados matemáticos, pois nosso corpo, nosso desejo, não funciona desta forma. Nesse movimento imediatista em que vivemos, muitas vezes nos obrigamos a deixar de comer e esperar uma perda de peso significativa, pois somente desta forma nos sentimos realizados. Muita muitas vezes ainda frustrados, como se devêssemos perder muito mais do que nosso corpo poderia sustentar.

Não aceitamos a ideia da perda saudável, onde precisamos nos implicar no processo ativamente assusta, pois lidamos com nossa impotência, o medo de não dar conta, de encarar os acertos e os erros, mas o importante é nossa capacidade de levantar e prosseguir o caminho.

Muitas pessoas encaram o cair como abandonar o objetivo, mas podemos encarar como um novo ciclo de emagrecimento. O que desprezamos é nossa aprendizagem, pois se sabemos que determinada situação ou comida nos faz perder o controle e tropeçar, porque não evitá-la?

Desta forma a sabotagem fica presente, e a utilizamos sempre que nos convêm. Por isso quando caímos, ficamos no chão, estatelados, lambuzados de calorias, imersos na tristeza e na culpa.

Tentar muda o foco é imprescindível, pois caímos, e devemos levantar e seguir outro caminho. Existem caminhos em nossa vida que nos fazem sentir segurança, onde nossa autoestima se fortalece, e assim optamos por uma alimentação e estilo de vida mais saudáveis.

Abaixo algumas dicas que levam à sabotagem:

O pesar-se diariamente pode ter efeito inverso ao invés de te auxiliar na perda de peso. Temos que levar em consideração quanto ingerimos de líquidos durante o dia se está ou não perto do ciclo menstrual, de como anda o funcionamento do nosso intestino, do peso dos alimentos que ingerimos. Enfim, muitas são as possibilidades que estarão regulando nosso peso diário, sendo inútil se submeter a esse estresse. Isso só vai aumentar a ansiedade e, consequentemente, a vontade de comer mais.

O costume de beliscar os alimentos durante a preparação das refeições pode aumentar muito o seu peso corpóreo. Quem come pequenas porções de alimento, várias vezes ao dia, compromete a saciedade, pois quem tem esse comportamento nunca tem fome suficiente para comer uma refeição, e também nunca está totalmente sem fome para recusar as famosas guloseimas.

Esse modelo alimentar gera uma falta de saciedade crônica e a ingestão de grandes volumes de pequenas porções de alimentos, que, quando somadas resultam em muito mais calorias do que se ingere nas refeições convencionais e adequadas.

Muitas pessoas relatam que não percebem o quanto comeram durante o dia, comem distraídas. Essa forma de se alimentar é na verdade uma parceria com a sabotagem, pois ao se desligarem do processo a culpa desaparece, sendo então aliviadas do peso da culpa pelo o que ingeriram em excesso.

Uma forma eficaz de resolver essa situação e não enganar a si mesma é fazendo o diário alimentar, pois assim registrará tudo o que ingeriu durante o dia, podendo enxergar concretamente onde estão os erros cometidos. Vale comprar uma cadernetinha para levar dentro da bolsa (junto a uma caneta), fazendo desse acessório um aliado no seu emagrecimento.

Cuidar da dieta durante e a semana e fim de semana vou liberar – Quem já não viveu ou pensou desta maneira em algum momento de seu processo de perda de peso? Esse é uns dos erros mais comuns em uma reeducação alimentar. A alimentação saudável deve ser contínua, e quando almejamos a perda de peso aí sim devemos encarar com regra básica. Comer corretamente todos os dias, respeitando a qualidade e variedade dos alimentos, e o intervalo de três em três horas é fundamental para a perda de peso.

Isso não quer dizer que não possamos nos permitir a uma sobremesa, ou a uma massa que aprecie, somente que não deve liberar geral, pois o que se perde durante a semana se recupera em um fim de semana rapidamente, levando água abaixo seu processo de reeducação.

Essa história de fazer jejum ao contrário do que muitos pensam, diminui o ritmo do metabolismo, as funções ficam mais lentas, nosso intestino emperra, além de uma série de carências nutricionais.

Como ninguém consegue jejuar por muito tempo, pois a fome vai aumentando gradativamente, o corpo irá exigir uma compensação após um período de longa privação e vai aproveitar tudo o que faltou até então para repor suas perdas, o que significa que você vai engordar. O organismo que aprendeu viver com pouquíssimas calorias vai armazenar tudo o que vier a mais e estocar esse excesso em forma de gordura.

Usar laxantes, diuréticos e mesmo do vômito autoinduzido é arriscado e não tem eficácia na perda de peso. Percebemos com frequência que o sujeito acredita que pode eliminar com a utilização desses métodos toda comida ingerida, e utiliza a purgação como forma de compensação, como se com esse comportamento fosse realmente eliminar não só a grande quantidade de calorias que ingeriu, mas também diminuir sua culpa.

Esse ciclo se torna uma rotina, e quando o sujeito se propõe a romper com esses comportamentos, acabam por se frustrarem, sentem-se humilhados e acabam por reiniciar ciclo bulímico, estabelecendo assim uma doença, que requer tratamento psiquiátrico, psicológico e nutricional.

Assuntos: Bem-Estar

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