Sabia que existem idades em que somos mais propensos a trair? Descubra quais são

Você acredita que possa existir uma “idade do perigo” ou acha que a traição depende de outros fatores dentro do relacionamento?

Escrito por Raquel Praconi Pinzon

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Em geral, quando entramos em um relacionamento, nossas expectativas são de que os sentimentos se fortaleçam e que o casal fique cada vez mais unido.

Porém, a vida acontece e, em alguns casos, descobrimos que o príncipe encantado estava atrás de outra princesa – ou nós mesmas é que estávamos saindo com outro príncipe por aí.

Mesmo que esse não seja um assunto muito agradável para a maior parte das pessoas, as traições amorosas existem e fazem parte da vida – e elas são uma fonte de grande sofrimento, mas também podem acabar unindo ainda mais um casal.

Isso tudo não deve ser novidade, mas você já ouviu falar que existe uma idade em que somos mais propensos a trair? Pois é, aparentemente existe uma determinada época da vida em que homens e mulheres se mostram mais atentos aos encantos de um terceiro elemento.

A “idade do perigo”

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De acordo com o IllicitEncounters.com, um site britânico especializado em promover encontros entre pessoas comprometidas, homens e mulheres têm duas vezes mais chances de trair seus parceiros aos 39 anos.

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Essa, porém, não seria a única “idade do perigo”, pois a tendência a trair também cresceria conforme nos aproximamos do fim de uma década de vida, o que inclui os 29 e os 49 anos.

Esses dados estão de acordo com as descobertas de um estudo de 2014 realizado pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles, por Adam L. Alter e Hal E. Hershfield. Nessa pesquisa, os cientistas avaliaram o comportamento de adultos que estavam com 29, 39, 49 anos e assim por diante, incluindo sua propensão a ter um caso extraconjugal.

Para isso, Alter e Hershfield utilizaram informações de outro site de encontros entre pessoas comprometidas, o AshleyMadison.com. Ao considerar os participantes do site do sexo masculino, os pesquisadores descobriram que 18% dos inscritos tinham idades terminadas em 9 (29, 39, 49 etc.) – em uma distribuição normal, o esperado seria 10%.

Por que isso acontece?

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No mesmo estudo, Alter e Hershfield constataram algo que não é novidade para muita gente: quando nos aproximamos da virada de uma década de vida, ao passar dos 29 para os 30 anos, por exemplo, é comum enfrentarmos uma crise existencial.

Nesses períodos, avaliamos nossas conquistas e nossas frustrações e começamos a nos perguntar com uma frequência maior se a nossa vida realmente tem sentido. E isso, como você pode imaginar, acaba abrindo caminho para uma mudança de comportamento, incluindo um aumento na tendência de trair um parceiro.

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Meu parceiro vai fazer 29, 39 ou 49 anos! Devo me desesperar?

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Não, por favor, não arrume uma DR desnecessária. Antes que você se desespere, é preciso saber que o estudo do IllicitEncounters.com pode não ser totalmente isento de parcialidade.

Afinal, a pesquisa foi financiada pela empresa, os métodos não foram validados por especialistas não envolvidos no estudo e os resultados não passaram por uma revisão da comunidade científica.

Mas e a pesquisa da Universidade da Califórnia, como fica? Bem, é verdade que esse é um trabalho mais bem conceituado no meio acadêmico. Porém, é preciso lembrar que a infidelidade em si é um tema difícil de estudar – afinal, o conceito de fidelidade varia de pessoa para pessoa. Além disso, nada garante que as informações dos participantes do site AshleyMadinson.com são completamente verdadeiras.

Se você realmente quiser se preocupar, a sugestão dos pesquisadores da infidelidade é que você observe se o parceiro tem uma tendência a assumir comportamentos de risco ou valores morais questionáveis. E, mesmo assim, vale a pena ter em mente que o comportamento humano passa longe de ser uma ciência exata.

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