Hipotireoidismo: conheça suas causas, sintomas e saiba como tratá-lo

Conheça como é feito o diagnóstico da doença, entenda como funciona o tratamento e veja quais são os sintomas mais comuns

Escrito por Suzane Werdt

Foto: Thinkstock

Para compreender o hipotireoidismo, antes é necessário conhecer a tireoide. Essa glândula que está localizada abaixo da laringe, produz hormônios responsáveis pela regulação de vários sistemas do organismo, incluindo o metabolismo, que é o sistema de armazenamento e uso de energia.

De acordo com o endocrinologista Álvaro Afonso, “quando a tireoide não produz a quantidade suficiente de hormônios chamados tiroxina (T4) e triodotironina (T3), todo nosso organismo desacelera. A inadequada produção de hormônios da tireoide chama-se hipotireoidismo quando os hormônios estão diminuídos e hipertireoidismo quando eles estão aumentados”. O endocrinologista é o especialista médico relacionado à tireoide e a todo o sistema endócrino, um conjunto de glândulas responsável pela produção de hormônios.

Se uma pessoa tem hipotireoidismo, quer dizer que ela possui uma disfunção na tireoide, que causa uma queda na produção dos hormônios T3 e T4. Essa doença é mais comum entre mulheres e pessoas com mais de 60 anos e tende a se repetir na família. Por isso, se você tem hipotireoidismo, avise a seus familiares para que eles possam se prevenir, fazendo o exame.

Causas

O endocrinologista Álvaro Afonso esclarece que “o hipotireoidismo é causado principalmente por uma alergia crônica na tireoide conhecida como Tireoidite de Hashimoto. Tudo indica que a doença que era rara se tornou comum em função da poluição ambiental, principalmente causada por inseticidas e alimentos transgênicos”.

O hipotireoidismo também pode ser uma doença de nascença, quando a tireoide tem seu desenvolvimento comprometido na gestação.

Existem casos mais raros de hipotireoidismo, adquirido após cirurgias de tireoide, tratamento com iodo radioativo ou por problemas na hipófase, outra importante glândula que produz o hormônio que regula a tireoide.

Sintomas

“Pele seca e sem elasticidade, fraqueza muscular, câimbras, sonolência excessiva, prisão de ventre, retenção de líquidos, queda de cabelos, os dentes marcados na língua e o ganho de peso são os principais sinais e sintomas do hipotireoidismo”, explica o Dr. Álvaro Afonso. Pessoas com hipotireoidismo leve podem não apresentar sintoma algum.

Em bebês ou no período de gestação é muito importante fazer o teste de hipotireoidismo, visto que a presença dessa doença pode causar atraso no desenvolvimento da criança durante a gestação e no seu crescimento em vida.

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Como se diagnostica?

O hipotireoidismo é diagnosticado através de exames de sangue simples que medem os níveis de hormônios TSH, que estimulam a tireoide, e do hormônio T4, fabricado pela tireoide. Se o exame acusar um nível normal de TSH e um nível baixo de T4, será hipotireoidismo.

Em recém-nascidos o exame é feito pelo teste do pezinho, quando se faz a dosagem dos hormônios tireoidianos para se diagnosticar o hipotireoidismo congênito. Caso seja confirmado, o tratamento deve ser iniciado imediatamente para evitar complicações no desenvolvimento físico e mental da criança. Um diagnóstico falho nesse momento pode causar problemas para toda a vida.

Quando se preocupar

O exame para detectar o hipotireoidismo deve ser feito no caso de presença da doença na família ou se você apresentar um ou mais sintomas. É também indicado para mulheres que pretendem engravidar ou no início da gravidez e para pessoas com mais de 60 anos.

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Tratamento

Quem tem hipotireoidismo deve procurar tratamento para evitar diversos problemas de saúde.

Se não tratado o hipotireoidismo pode comprometer o crescimento físico e mental, causar doenças cardiovasculares e gastrointestinais, glaucoma, hipertensão arterial, retardo mental, surdez e deficiência no crescimento, no caso de bebês.

Na maioria dos casos, a pessoa que apresenta hipotireoidismo necessita fazer reposição hormonal por toda a vida. O tratamento é feito pela ingestão de cápsulas com hormônio T4 sintético (levo tiroxina), idêntico ao produzido pela glândula. O nível de hormônio deve ser regulado para cada pessoa de acordo com a gravidade da doença. A ingestão de quantidades certas é extremamente importante para aliviar os sintomas corretamente.

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