Hipnoterapia: alívio emocional

A técnica da hipnoterapia pode aliviar os sintomas dos principais distúrbios psicológicos

Escrito por Carolina Werneck

Foto: Thinkstock

A ansiedade, a depressão, o estresse e as crises nervosas são doenças tipicamente modernas. Para a ciência, é muito difícil combater esses males, que parecem atingir indivíduos de todas as idades, profissões e classes sociais em grandes quantidades e que levam, todos os anos, a um aumento significativo na procura por psicólogos, psiquiatras e neurologistas.

Esses profissionais se dedicam a aliviar os sintomas e o sofrimento de seus pacientes através de terapia convencional, ocupacional ou medicamentosa. Seja qual for o método utilizado, o tratamento costuma ser longo e dispendioso – e a maioria das pessoas leva muito tempo para perceber seus efeitos benéficos no dia a dia.

O que dizer, então, de uma técnica que promete acesso rápido ao subconsciente humano, não apenas aliviando os sintomas das psicoses e neuroses, mas também agindo diretamente no que parece ser a causa desses distúrbios? Pois essa é a proposta do tratamento através da hipnose.

Apesar de pouco difundida, a hipnose ou hipnoterapia já é reconhecida como tratamento médico há quase quinze anos. Para o Conselho Federal de Medicina, a técnica recebe o nome de hipniatria e é considerada legal desde 1997. Já a psicologia a validou no Brasil em uma resolução que data de dezembro de 2000.

O objetivo da hipnoterapia é minimizar os transtornos sofridos por pacientes que atravessam distúrbios psicológicos e emocionais. Isso é possível intensificando o foco de atenção para o problema a ser tratado. Por esse motivo, embora a técnica possa ser aplicada em pacientes de todas as idades, é muito raro que se consiga utilizá-la técnica em crianças, uma vez que elas têm mais dificuldade em manter a atenção.

O terapeuta utiliza a frequência e altura da voz de um modo rítmico e persistente durante algum tempo, para levar o paciente a um estado de transe que, uma vez instalado, permite o acesso a diversas áreas do subconsciente. Quando em transe, o indivíduo possui algumas funções cerebrais alteradas, dentre elas a percepção sensorial – que é mantida, embora em frequência mais baixa. Alteram-se, ainda, as funções intelectuais superiores, ao mesmo tempo em que ocorre uma exacerbação da memória, chamada de hiperamnésia.

Com o estado de consciência alterado, o terapeuta pode trabalhar “reprogramando” padrões recorrentes de pensamento, de modo a auxiliar o paciente a estabelecer um novo modo de pensar a respeito de determinado assunto.

Psicólogos indicam a hipnose para o tratamento das chamadas doenças psicossomáticas, ou seja, as fobias em geral, a depressão, o estresse, a insônia e a ansiedade crônica, entre outros.

Antes de iniciar uma terapia através da hipnose, certifique-se de encontrar um profissional de sua confiança. Embora a lista de benefícios seja vasta, um tratamento mal conduzido pode levar ao agravamento dos sintomas.

Assuntos: Bem-Estar, Estresse

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