Filofobia: entenda o medo irracional de se apaixonar por alguém

Problema pode gerar complicações sociais e até físicas, mas há tratamento

Escrito por Mariana Bueno

Foto: iStock

Para algumas pessoas, amor é sinônimo de felicidade e uma das coisas mais bonitas da vida. Mas, para outras, só a possibilidade de pensar nisso já é motivo para ficarem aterrorizadas. É a chamada Filofobia, o medo do amor ou de se conectar emocionalmente com alguém.

O problema pode – e deve – ser tratado. Caso contrário, pode afetar significativamente a vida, já que causa constante apreensão e medo, interferindo até mesmo em momentos simples do dia a dia.

Principais sintomas

Foto: iStock

Os sintomas da filofobia variam para cada pessoa. Podem ser reações emocionais ou físicas. Entre as mais comuns estão como batimento cardíaco acelerado, sentimentos de medo intenso ou pânico, suor excessivo, dificuldade ao respirar e até mesmo náuseas.

Muita gente confunde a filofobia com o transtorno de ansiedade social. São coisas diferentes, embora possam existir juntas. O transtorno causa medo extremo em situações sociais, mas abrange vários contextos, enquanto a filofobia está mais ligada ao fato de se apaixonar.

Segundo estudiosos, é mais comum acontecer com pessoas que já passaram por traumas anteriormente – seja em relacionamentos ou mesmo abandono na infância. Isso gera o medo de que situações se repitam. Pode, ainda, ser algo relacionado à genética ou mesmo se desenvolver devido a mudanças no funcionamento do cérebro. Mas, quanto mais se evita, mais esse medo aumenta.

Leia também: 6 dicas essenciais para encontrar sua alma gêmea

Diagnóstico e tratamento

Foto: iStock

Dificilmente um médico dará um diagnóstico oficial de filofobia. Mas, se o medo for algo que te paralisa ou que esteja fazendo mal, é importante procurar ajuda psicológica. Os sintomas serão avaliados, bem como o histórico pessoal e social.

As opções de tratamento são: terapia (para identificar e alterar pensamentos negativos, crenças e reações à fonte da fobia), medicação (antidepressivos ou ansiolíticos em combinação com terapia), mudanças no estilo de vida (exercícios, técnicas de relaxamento, entre outros), ou uma combinação de tudo isso.

Se não tratada, a filofobia pode aumentar o risco de complicações, incluindo isolamento social, depressão e transtornos de ansiedade, abuso de drogas e álcool e, em casos mais sérios, levar até mesmo ao suicídio. Por isso, procurar ajuda o mais rápido possível é fundamental.

Assuntos: Relacionamentos

Dicas pela Web