Espironolactona: o que é e quais são suas indicações

Esta é uma substância diurética poupadora de potássio e anti-hipertensiva

Escrito por Tais Romanelli

Foto: Thinkstock

O nome é comprido e um pouco complicado, mas a Espironolactona faz parte da classe dos medicamentos diuréticos que é uma das classes mais utilizadas na medicina, sendo indicada em várias doenças, tais como hipertensão, insuficiência cardíaca, cirrose hepática etc.

Vale destacar que existem diferentes tipos de diuréticos, mas, apesar dos mecanismos de ação distintos, todos apresentam uma característica em comum: aumentam a eliminação de sódio (sal) e água pela urina.

Neste sentido, os diuréticos são indicados especialmente para o tratamento da hipertensão e de edemas (inchaços) – problemas relacionados ao excesso de sal no organismo, e que como consequência provocam a retenção de água.

Indicações e particularidades da Espironolactona

A Espironolactona (Aldactone®, Spiroctan®, Diacqua®) é um diurético poupador de potássio e anti-hipertensivo de administração oral, que reduz o volume de líquido do corpo e o débito cardíaco.

Vale destacar que um dos efeitos colaterais dos outros diuréticos (tiazídicos e furosemida) é a diminuição de potássio no sangue por excesso de perda urinária. Já a Espironolactona, que é um poupador desse mineral, age excretando sódio e diminuindo a excreção de potássio – muito importante para quem tem potássio baixo e perigoso para quem o tem alto.

A Espironolactona também age inibindo um hormônio chamado aldosterona, que quando aumentado, piora a insuficiência cardíaca e a cirrose, por isso, é muito usada no tratamento dessas duas doenças.

As indicações da Espironolactona, de acordo com a bula do medicamento, são:

  • Hipertensão essencial;
  • Distúrbios edematosos, tais como edema e ascite da insuficiência cardíaca congestiva;
  • Cirrose hepática;
  • Síndrome nefrótica;
  • Edema idiopático;
  • Como terapia auxiliar na hipertensão maligna;
  • Na hipopotassemia quando outras medidas forem consideradas impróprias ou inadequadas;
  • Profilaxia da hipopotassemia em pacientes tomando digitálicos ou quando outras medidas forem inadequadas ou impróprias.
  • Diagnóstico e tratamento do aldosteronismo primário.
  • Tratamento pré-operatório de pacientes com hiperaldosteronismo primário.

Contraindicações e advertências

Foto: Thinkstock

Ainda de acordo com informações da bula do medicamento, a Espironolactona é contraindicada na insuficiência renal aguda, diminuição significativa da função renal, anúria e hiperpotassemia, doença de Addison ou hipersensibilidade aos componentes da formulação.

Uma vez que a Espironolactona é um diurético poupador de potássio, vale destacar que a administração de suplementos de potássio ou de outros agentes poupadores de potássio não é recomendável porque pode induzir à hiperpotassemia.

Mulheres devem informar seu médico sobre a ocorrência de gravidez durante o tratamento ou após o seu término. E ainda, se estão amamentando.

A Espironolactona pode interagir com outros medicamentos, portanto, é fundamental informar ao médico se você está fazendo uso de algum outro remédio.

Em caso de reações indesejáveis, tais como náusea, sonolência, tontura, cansaço, dor de cabeça, dor nos seios, mal-estar, urticária, febre, confusão mental, impotência e distúrbios menstruais, também é fundamental informar ao médico.

Como no caso de qualquer outro medicamento, todas as outras orientações sobre o uso da Espironolactona devem ser passadas pelo médico e seguidas à risca pelo paciente.

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns da Espironolactona são o aumento do potássio, ginecomastia (Neoplasia benigna ou maligna que leva ao crescimento das mamas nos homens) e alterações menstruais.

Espironolactona X Fertilidade feminina

Marcello Valle, médico especialista em Reprodução Humana e diretor da clínica Origen (RJ), destaca que não existem estudos que relacionem a Espironolactona com alterações da fertilidade na mulher. “O início do uso da Espironolactona pode estar associado a alterações no padrão menstrual, mas é uma situação temporária e que melhora de forma rápida e espontânea”, diz.

“Ainda dentro do assunto fertilidade, a Espironolactona vem sendo utilizada como tratamento do hirsutismo (excesso de pelos no corpo), sintoma muito comum em pacientes com Síndrome dos Ovários Policísticos e outros distúrbios da ovulação”, acrescenta o especialista.

Espirinolactona no tratamento da acne

Foto: Thinkstock

Em alguns casos, especialistas utilizam a espironolactona como substância no tratamento para a acne através de pílulas.

Vale lembrar que a acne é uma doença do folículo pilossebáceo, que surge geralmente nas seguintes regiões: rosto, pescoço, costas e colo. E a espirinolactona é usada então em casos de Síndrome dos Ovários Policísticos – quando os ovários aumentam a produção hormonal e concentração sanguínea do hormônio masculino, um dos principais responsáveis pela acne.

A substância traz bons resultados no tratamento contra acne, porém, pode oferecer alguns efeitos colaterais:

  • Mal-estar
  • Náuseas
  • Tontura
  • Câimbras
  • Dor de cabeça
  • Dor nas mamas

Vale lembrar ainda que o uso desse medicamento pode causar alterações no ciclo menstrual. Para usá-lo, é preciso de acompanhamento médico.

Agora você tem as principais informações sobre a Espirinolactona, mas lembre-se de que qualquer dúvida sobre este ou qualquer outro medicamento deve ser sanada com um médico!

Dicas pela Web