6 dicas eficazes de arrumação da guru Marie Kondo

Conheça o método KonMari e saiba como colocar a casa em ordem cumprindo duas etapas básicas - descartar e guardar - e mantendo apenas o que te faz feliz

Escrito por Danielly Oliveira
Foto: Reprodução / Melina Souza

Foto: Reprodução / Melina Souza

É domingo. Tudo o que você deseja é ter um dia tranquilo ao lado da sua família ou assistindo um filme sozinha no sofá. Apesar disso, você se levanta e percebe que adiou a faxina da semana para hoje.

Que manter a casa arrumada não é fácil quando se vive em uma rotina apertada todo mundo sabe, no entanto, mesmo nos nossos dias mais tranquilos, deixar a casa um brinco não é tarefa simples e quem dirá uma fonte de diversão.

Marie Kondo, autora do livro “A mágica da arrumação: a arte japonesa de colocar ordem na sua casa e na sua vida” defende o contrário. Ela é criadora de um método de arrumação chamado KonMari e rompe com diversas regras consolidadas no universo da organização.

Em seu livro, Marie conta toda a sua história com a organização e sua experiência na área, além de, claro, explicar os fundamentos e como o seu método funciona.

Porém, mais do que técnicas para organizar suas gavetas e te ajudar a se livrar da bagunça de forma definitiva, “A mágica da arrumação” nos ensina o quanto nossa casa e nosso estado de espírito estão ligados e se influenciam mutuamente. E nesse sentido, é igualmente necessário cuidar do nosso corpo, da nossa mente e do nosso ambiente.

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Para além das reflexões filosóficas, Marie nos apresenta dicas de organização muito singelas, baseadas em um conceito central: descartar e guardar. Veja quais dicas você pode adotar na sua casa para criar um ambiente mais arrumado e agradável:

1. Não arrume cômodos, arrume categorias

Foto: Reprodução / Shaw Photo Co.

Foto: Reprodução / Shaw Photo Co.

Um dos maiores tabus da arrumação quebrados por Marie Kondo é o de arrumar um cômodo por vez.

Kondo defende que esta técnica não funciona devido ao fato de não concentrarmos categoria de coisas em um único lugar da casa. Por exemplo: temos roupas espalhadas por diferentes cômodos, no guarda-roupa, no banheiro, na lavanderia…

Pensando nisso, a dica é arrumar por categorias e reunir, na hora da arrumação, todos (todos mesmo) os itens da categoria em um só lugar para realizar as duas etapas do método – descartar e guardar.

Outra dica importante nesse ponto é dividir as categorias e realizar a organização na ordem correta. Marie divide as seguintes categorias e aconselha organizar nesta ordem:

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  1. Roupas;
  2. Livros;
  3. Papelada;
  4. Itens variados;
  5. Artigos de valor sentimental.

2. Torne a arrumação um momento só seu

Foto: Reprodução / Shaw Photo Co.

Foto: Reprodução / Shaw Photo Co.

Muitas vezes arrumamos a casa somente pela obrigação de mantê-la arrumada e não pelo simples fato de que você deseja e merece habitar um ambiente agradável e isso é determinante para o seu bem estar interno.

Para fugir disso, Marie recomenda realizar o processo de organização com calma, tempo e boa vontade, livre de distrações e problemas. A ideia é tirar um dia, começar logo cedo e filtrar o que te faz e o que não te faz feliz sozinha. Assim você consegue arrumar a casa, conhecer mais sobre si mesma e sua situação atual de vida e decidir mudar ou manter as coisas à sua maneira.

Para quem tem a rotina muito apertada isso pode parecer impossível, porém Kondo aconselha guardar apenas o que te traz felicidade e considerando isso, será muito mais fácil colocar essas coisas no lugar, afinal porque não retribuir coisas boas àquilo que te faz feliz?

3. Tenha um objetivo

Foto: Reprodução / Apartment Therapy

Foto: Reprodução / Apartment Therapy

Marie nos apresenta um outro olhar sobre a arrumação, para ela a organização é apenas uma ferramenta para um objetivo maior: adotar um novo estilo de vida. Como já foi dito, arrumar a casa é uma oportunidade de se conhecer, definir necessidades, se desvincular do passado com gratidão e decidir viver rodeado somente daquilo que te traz alegria.

Considerando esse ponto de vista, Marie aconselha ter um objetivo bem definido para a arrumação, pois assim as próximas etapas ficam mais fáceis de serem realizadas e diminui as chances de sofrer um efeito rebote. Você precisa visualizar o que deseja e se perguntar “Por que quero organizar minha casa?”, não se contentando com respostas vagas.

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4. Guarde apenas o que te faz feliz

Depois de definir seu objetivo, o descarte é o próximo passo. Segundo ela, acumulamos muitas coisas e ao arrumar apenas as tiramos do campo de visão, gerando a sensação de que a bagunça foi eliminada e essa é chave para o efeito rebote.

Para evitar que a bagunça retorne, você deve realizar um organização completa e seguindo a ordem descartar – guardar. Marie dá conselhos para cada categoria citada anteriormente, mas o critério de escolha principal é a sua felicidade. A técnica consiste em se perguntar, tendo cada objeto nas mãos: “Isso me traz alegria?”

Se mantermos apenas coisas que nos trazem sentimentos bons, será mais prazeroso colocá-las em ordem e manter a casa arrumada e o coração tranquilo.

“Quando reduz o volume de pertences a uma quantidade com a qual consiga lidar, você revitaliza sua relação com cada um deles. Jogar algo fora não é abrir mão das experiências vividas ou de sua identidade. Por meio do processo de escolher somente aquilo que lhe dá alegria você consegue definir com precisão seus gostos e suas necessidades.”, explica Marie em seu livro.

5. Determine o lugar de cada coisa

Foto: Reprodução / The beauty and the geek

Foto: Reprodução / The beauty and the geek

Somente depois de realizar o descarte de todas as categorias é hora de guardar. Novamente Marie ensina com detalhes a melhor forma de armazenar os objetos de cada categoria, mas o principal é definir o lugar de cada coisa, assim você e o objeto saberão que ali é o lugar dele.

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Para roupas, Kondo rompe com a ideia de “encabidar” o máximo de peças possível. Segundo ela, devemos pendurar somente as roupas que ficam mais felizes penduradas, além de encontrar o jeito com que cada peça gosta de ser dobrada. Essa é uma forma de energizar as roupas que adoramos e devolver a elas a alegria que nos trazem.

Ao dobrar, o objetivo é formar um retângulo simples com as peças e fazê-las pararem “em pé”. Desta forma as roupas podem ser posicionadas lado a lado e você terá uma visão completa de tudo o que tem ao abrir a gaveta ou visualizar a prateleira.

Sobre os livros, a ideia é a mesma: posicione-os lado a lado, na vertical, sem empilhá-los. Os papéis, em uma pasta, também na vertical ou separados por abas plásticas.
Os itens diversos (CD’s, maquiagem, equipamentos eletrônicos, utilidades da casa…) e os de valor sentimental também devem ter um local definido.

6. Estabeleça a regra do “tirou, devolve”

Por fim, após completar o processo, lembre-se de ter a disciplina de colocar tudo em seu devido lugar, afinal você já teve o trabalho de encontrar um lugar especial para cada coisa sua, não custa nada se dedicar para manter essa ordem.

”Ainda que não tomemos consciência disso, nossos pertences trabalham duro por nós, desempenhando seus respectivos papéis todos os dias para nos ajudar. Da mesma forma que gostamos de chegar em casa e relaxar, nossas coisas suspiram de alívio ao voltar para o lugar a que pertencem. Dá para notar a diferença: quando tratamos nossos pertences com gratidão, eles duram mais e se tornam mais vibrantes.” (trecho do livro)

O depoimento de quem já leu e testou

Foto: Reprodução / My style jar

Foto: Reprodução / My style jar

Confira as histórias de algumas mulheres, de diferentes idades, que já testaram o método KonMari e saiba o que elas têm para contar sobre ele:

Marília Tavares, 29 anos, dona de casa – “Eu resolvi aplicar o método na casa toda, em especial no armário, pois tinha cansado da armadilha das peças que temos só por apego sentimental e não por gostar. Foram 40 sacolas de roupas, acessórios e objetos retiradas até agora da casa e uma sensação de alívio imensa! Amei o método, pois tive a chance de ficar com o que eu realmente gosto e comecei a me redescobrir.”

Bianca Mahatma, 17 anos, estudante – “Eu vi um vídeo da Jout Jout em que ela falava do livro e achei legal a ideia, mas pensei que como eu sempre fui desorganizada não ia funcionar pra mim. Depois de um tempo vi ele em uma livraria e comprei ainda duvidando de que funcionava mesmo. Comecei a ler, organizei as categorias pela ordem que fala no livro e no fim eu percebi que eu tinha muita coisa que eu não precisava, que não me deixava bem. Isso me fez ver que eu não preciso ter pra ser, que só preciso das coisas que despertam sentimentos bons em mim. Agora sempre que entro no meu quarto me sinto bem, pois tudo que tá ali me traz coisas boas.”

Laura Balelo, 45 anos, guia de turismo – “Não sou fanática por organização, mas chegou uma hora em que eu queria mais qualidade de vida, mais momentos de lazer com a minha filha ao invés de passar o dia arrumando bagunça. Com os outros métodos comecei o destralhe, mas acho que a questão de manter ‘só o que te faz feliz’ foi a chave pra minha mudança definitiva. Tenho mais tempo pra mim, somente coisas que me fazem feliz e roupas que me vestem bem!”

Caroline Fernandes, 24 anos, estudante – “Tinha dúvidas se ele era realmente tudo o que falam porque já li sobre organização, mas sempre achei tudo muito cheio de regras. Comecei a ler e logo na metade do livro vi que tudo o que ele propunha era muito simples. Acho que agora posso dizer que sou uma pessoa organizada e sei onde estão guardadas todas as minhas coisas. Antes eu tinha tudo guardado, mas na hora que precisava de algo nunca lembrava onde estava, isso era bem chato e me dava uma sensação de ser desleixada. Agora isso não existe mais.”

Amanda Arruda, 25 anos, do blog que leva seu nome – “Quando esse livro ‘estourou’ aqui, eu já tinha lido a versão em inglês. Comecei o processo, mas não consegui terminar, então os benefícios não foram muito duradouros na minha vida. Creio que o fato d’eu ter pulado etapas pode ter contribuído para que eu não fosse bem sucedida na primeira vez. Recentemente, iniciei novamente o processo e estou confiante que conseguirei fazer todas as etapas. Ainda não observei muitas mudanças, mas acho que estar rodeado apenas de coisas que você ama faz todo o sentido do mundo e deve criar uma atmosfera maravilhosa onde se vive. A maior razão para eu investir meu tempo nesse método é que eu acredito que eu vou me conhecer melhor nesse processo e, assim, saberei lidar melhor comigo e cuidar melhor do que é importante pra mim – e dar adeus ao que não é.”

Nathalia Generoso, 24 anos, do blog Beauty Full – “Eu achei muito interessante esse novo conceito e já estava bastante incomodada com meu consumismo alto e desnecessário, por isso resolvi tentar. Confesso que foi muito mais difícil do que eu imaginei e mesmo não tendo durado muito, esta experiência serviu para muitas coisas e me ajudou em outras: passei a me conhecer muito melhor, mudei a forma como consumia e me desapeguei de muita coisa que só estava ocupando um espaço absurdo aqui em casa.”

Como já deve ter ficado claro, Marie propõe o estabelecimento de uma relação de respeito e carinho para com os nossos pertences, afinal eles respondem a isso e nos influenciam quando os usamos. Portanto, valorize as peças e objetos que você escolheu manter por perto, seja grata por eles cumprirem sua função todos os dias e saiba enxergar motivo para sorrir nesses momentos de gratidão, afinal segundo Marie “a vida começa depois que a casa está em ordem”.

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