Corrimento marrom: tire suas dúvidas

Ao observar o corrimento marrom, a mulher deve procurar ajuda médica o quanto antes

Escrito por Tais Romanelli

Foto: Thinkstock

A mulher deve estar sempre atenta à sua saúde e, ao observar qualquer sinal estranho, procurar ajuda profissional para se informar sobre o que se trata.

O aparecimento de um corrimento marrom, por exemplo, é frequente e pode trazer preocupações para algumas mulheres. E realmente não deve ser ignorado. Abaixo, Alessandra Bedin Rubino, ginecologista do Hospital Israelita Albert Einstein, respondeu às dúvidas mais comuns sobre o assunto.

O que o corrimento marrom significa?

A ginecologista Alessandra explica que o chamado corrimento marrom pode ocorrer por diversos motivos. E sem uma consulta médica não é possível diagnosticá-los. “Mas, em geral, é alguma quantidade bem pequena de sangue (vinda do útero ou da própria vagina), que se junta com a secreção vaginal e acaba se tornando marrom”, diz.

Outras causas, de acordo com a ginecologista, seriam: infecções uterinas ou vaginais, início de gravidez normal, gravidez ectópica (nas trompas, por exemplo), ameaça de aborto, pré-menopausa, alterações hormonais, início das menstruações na adolescência, câncer de colo do útero, câncer de endométrio, pólipos uterinos, miomas uterinos, entre outras.

Incidência

Por ser algo que acontece por várias razões, é muito frequente. “Pela mesma razão, não há como termos uma estimativa sobre a quantidade de mulheres que apresentam o corrimento marrom. Mas, dá para dizer que, pelo menos uma vez na vida, a mulher tem/terá esse tipo de corrimento”, diz a ginecologista Alessandra.

Como tratá-lo?

Exatamente pelo fato do corrimento marrom ocorrer por diferentes motivos, é impossível responder a essa questão sem um diagnóstico médico. Porém, como a causa mais frequente e, relativamente simples, é o escape menstrual, a ginecologista Alessandra Bedin faz algumas observações.

“O escape menstrual pode estar relacionado a pequenas variações hormonais, cujas taxas não são suficientes para estabilizar o endométrio (camada interna do útero, variável durante o ciclo menstrual), e ele acaba escapando e saindo”, explica a médica.

“Nas pílulas de baixa dose, que são as mais usadas atualmente, isso é frequente, e representa mais de 50% dos casos”, acrescenta a ginecologista. “Mas se elas foram tomadas corretamente, diariamente, respeitando a variação máxima de duas horas recomendada, não há o que precise ser feito, apenas observar. Se for algo prolongado, talvez trocar a pílula seja uma ideia interessante, já que o corrimento incomoda muito a mulher”, diz.

Há como prevenir?

Para evitar que o escape menstrual ocorra, “além de tomar pílulas adequadas, indicadas pelo ginecologista especialmente a você, tomá-las no horário correto é muito importante”, lembra a ginecologista Alessandra.

Procure ajuda médica!

“Por ter inúmeras causas (e consequências), sempre que o corrimento marrom ocorrer, é necessário procurar auxílio do ginecologista”, finaliza a médica.

Talvez seja somente um escape menstrual, mas vale sempre lembrar que o corrimento marrom pode ser sinal de algum problema mais sério. Somente com um diagnóstico profissional, o caso poderá ser tratado da melhor maneira possível. Fique sempre atenta à sua saúde íntima!

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