Conheça a importância do check up ginecológico

Entenda porque é importante visitar, pelo menos, de seis em seis meses, o seu ginecologista

Escrito por Ana Carolina Gabriel

Foto: Thinkstock

De seis em seis meses é preciso que tanto os homens quanto as mulheres façam exames de rotina para conferir se está tudo bem com a saúde. Coletar o sangue, fazer ultrassom, entre outros, são essenciais para preservar de doenças, além de ter acompanhamento médico anualmente.

Além desses exames, é preciso que as mulheres realizem o chamado check up ginecológico. “A prevenção é o melhor caminho para se ter boa saúde. Muitas doenças não se mostram através de sintomas perceptíveis, como dor, corrimento, por exemplo. Então, só durante uma avaliação completa, durante uma consulta médica e depois realizando alguns exames é que se podem descobrir alguns problemas. E a maioria das doenças, se descobertas, em fase inicial, tem mais chances de cura e resolução simples”, explica a ginecologista Bárbara Murayama.

Segundo a ginecologista, o recomendado é que você visite o seu médico, pelo menos, de seis em seis meses. “Para mulheres com vida sexual ativa, as que utilizam algum método contraceptivo como pílulas ou mesmo DIU ou já passaram da menopausa, é importante para realizar controles de medicações, pressão arterial e sintomas.

Para as mais jovens, até as que ainda não iniciaram a vida sexual, é importante, não só para avaliar possíveis problemas como alterações da menstruação, cólicas, alterações nas mamas, TPM, por exemplo, mas também para aproveitar a oportunidade e fornecer orientações sobre o seu próprio corpo, mudanças que acontecem em cada fase da vida, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e todas as outras dúvidas que elas tiverem”, diz.

Barbara diz que esses exames de prevenção buscam uma série de problemas. “A principal preocupação é o câncer de colo de útero e o câncer de mama, que são doenças ainda muito frequentes no país. Mas as visitas de rotina, buscam não só a prevenção dessas duas doenças, mas também o tratamento de outros problemas, como corrimentos, dores nas mamas, alterações nas menstruações, entre outros”, comenta.

Para as mulheres que estão iniciando sua vida sexual, é uma boa forma de esclarecer algumas dúvidas. “É durante as visitas de rotina que aproveitamos para orientar e tirar dúvidas sobre DST, métodos contraceptivos e todas as outras questões que a paciente tiver”, explica.

Fique atenta

É importante conversar com o ginecologista para que ele analise quais exames são necessários fazer. Mas normalmente, os principais são: Papanicolau, ou citologia do colo uterino, e a mamografia.

“O papanicolau é o preventivo para câncer de colo do útero e outras lesões causadas pelo HPV. Deve ser realizado desde o início da vida sexual uma vez por ano. Hoje, com o avanço de técnicas laboratoriais, já é possível realizar outras análises como avaliações hormonais, e de diversas doenças sexualmente transmissíveis pela mesma coleta.

Outro exame imprescindível é a mamografia que deve ser realizada anualmente em mulheres acima de 40 anos. Se a mulher tem alguma familiar de primeiro grau com câncer de mama, deve iniciar aos 35 anos”, explica.

Outros exames poderão ser adicionados ao check-up da mulher, dependendo das suas necessidades e histórico familiar. “O ultrassom pélvico, ultrassom de mamas, densitometria óssea, exames de sangue para avaliar possível anemia, avaliação da glândula tireóide, colesterol, glicemia, taxas hormonais e de vitaminas, exame de urina, entre outros, podem ser incluídos sim nos exames”, finaliza Barbara.

Para você