Como lidar com as fraturas infantis

Saber como agir nessa situação é fundamental para não assustar ainda mais os pequenos

Escrito por Carolina Werneck

Foto: Thinkstock

Não adianta: por mais que cuidemos de nossos filhos, uma hora ou outra provavelmente teremos que lidar com a emergência de uma fratura.

Crianças são muito ativas, principalmente os meninos. Por esse motivo as principais causas de fratura estão relacionadas a quedas e acidentes decorrentes da prática de atividades esportivas ou de lazer, tais como futebol, skate, bicicleta, corrida, entre outros, além de quedas de lugares altos, como árvores e telhados.

As fraturas mais comuns em pacientes pediátricos ocorrem nos dedos da mão, no úmero (braço), no tornozelo, no antebraço e nos dedos do pé.

Embora haja outros ferimentos e causas para internações e busca de atendimento de emergência nos hospitais (queimaduras, esfolados, entre outros), as fraturas são mesmo responsáveis pela maior parte dos atendimentos.

Será que está mesmo quebrado?

As crianças e mesmo os adolescentes podem ter dificuldade em identificar uma fratura, de modo que cabe aos pais e adultos presentes fazê-lo. A fratura é caracterizada por uma dor muito intensa no local atingido. Muitas vezes a vítima não consegue mexer o membro afetado, em decorrência da forte dor.

Além desse fator, verifique se há a formação de edema (inchaço), equimose (marcas roxas) ou deformidades, como se o osso tivesse “saído do lugar”.

Como devo proceder?

Caso acredite que se trata, de fato, de uma fratura óssea, o procedimento a ser adotado é simples, mas é preciso calma para não assustar a criança ainda mais. Administre algum medicamento de efeito analgésico, como o Ibuprofeno, por exemplo. Em seguida, faça uma compressa com gelo no local afetado por cerca de 15 minutos. Procure objetos que possam te auxiliar na imobilização do membro, como pedaços de madeira ou papelão e palitos de sorvete, prendendo com faixas, esparadrapos ou mesmo pedaços de tecido.

O próximo passo é buscar atendimento médico em um hospital, pronto-socorro ou clínica, dando preferência a locais que possuam plantonistas especializados em ortopedia.

Há alguns poucos anos, a maior parte das fraturas era tratada através do uso de gesso, por um período que poderia variar de três a oito semanas. Atualmente, entretanto, muitos médicos optam pelo uso de hastes flexíveis de titânio, que diminui o tempo de imobilização com gesso e diminui as chances de que o osso se calcifique em uma posição incorreta. Após algum tempo, é realizada uma cirurgia para a retirada das hastes.

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