Colostro: o primeiro leite materno para o bebê

Sim, seu leite é suficiente: conheça mais sobre o colostro, o leite materno inicial que supre todas as necessidades de um recém-nascido

Escrito por Raquel Praconi Pinzon

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Se você está chegando agora ao mundo da maternidade, talvez ainda não saiba o que é colostro, mas o conceito é simples: trata-se do primeiro leite produzido logo depois do parto.

O colostro é um líquido de consistência mais espessa do que o leite materno normal e de coloração amarelada. Isso acontece porque esse leite inicial é mais rico em fatores de proteção para o bebê.

Em algumas sociedades, ainda existem muitos tabus envolvendo o colostro, inclusive alguns sugerindo que ele seria prejudicial ao bebê. Não se deixe enganar: não existe alimento mais benéfico para o seu recém-nascido do que esse primeiro leite materno.

Geralmente, as mães que acabaram de dar à luz não sentem que suas mamas estão cheias, pois o colostro é produzido em pouca quantidade.

Nessas horas, é comum que elas pensem que não estão produzindo leite suficiente, mas isso não é verdade. Lembre-se de que a capacidade gástrica de um recém-nascido é pequena, por isso essa quantidade é suficiente para nutri-lo.

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A importância da primeira alimentação do bebê

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Em comparação ao leite materno mais maduro, o colostro é mais rico em proteínas e em substâncias e células de combate a infecções (como imunoglobulina A e leucócitos, respectivamente) e contém menos açúcares e gorduras – exatamente o que o bebê precisa em seus primeiros dias de vida. Por isso, o colostro funciona como a primeira vacina da vida da criança.

Além disso, o colostro é a única substância capaz de eliminar o mecônio, uma substância verde-escura composta por muco, enzimas e sais de bile que se forma no intestino do bebê na 36ª semana de gestação. Ao estimular os movimentos do trato intestinal e promover essa espécie de limpeza, o colostro ajuda a prevenir a icterícia no recém-nascido.

Instinto de sucção

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Os bebês já nascem com um instinto de sucção, embora ele seja mais forte em alguns recém-nascidos do que em outros. Como esse instinto é mais intenso imediatamente após o nascimento, é recomendável que a mãe amamente o bebê em sua primeira hora de vida.

A sucção não apenas vai estimular o organismo da mãe a produzir mais leite como também vai enviar sinais ao útero para que ele se contraia, diminuindo a chance de ocorrer sangramentos excessivos depois do parto.

Além disso, a primeira alimentação vai ajudar o bebê a aprender a se alimentar – afinal, a amamentação é um aprendizado para a mãe e o recém-nascido. Colocar o bebê em contato com a pele da mãe permite que ele sinta o cheiro do colostro e queira mamar.

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Meu recém-nascido não mama

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É claro que nem todos os bebês são iguais, e alguns deles parecem não se interessar muito pelo seio materno em um primeiro momento. Nessas horas, as mães podem pensar que eles mamaram muito pouquinho, mas a verdade é os recém-nascidos não precisam de muito leite por mamada – e, de qualquer forma, o seio não contém um grande volume de colostro.

Nessa fase, é mais importante que o bebê mame com frequência, em pequenas quantidades, do que ficar no seio por longos períodos. Como as mamas ainda não estão tão cheias de leita, elas permanecem macias, o que facilita que o recém-nascido aprenda a sugar.

Se você tem dúvidas sobre a amamentação, não deixe de conferir nosso artigo supercompleto sobre o aleitamento materno com uma série de dicas e relatos de outras mães. E, é claro, se você estiver enfrentando dificuldades, sempre procure ajuda médica.

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