Dicas de Mulher Dicas de Saúde

Cisto no ovário: causas, sintomas e tratamentos

Ginecologista explica quais são os diferentes tipos de cistos ovarianos

em 29/09/2014

Foto: Thinkstock

A maioria das pessoas já ouviu falar sobre cistos no ovário e, talvez, conheça alguma mulher que já tenha tido o problema. Porém, existem muitas dúvidas em torno do assunto e a maior delas, certamente, é em relação à sua gravidade.

A boa notícia é que o cisto no ovário nem sempre representa algo grave. Porém, para entender este ponto, é fundamental saber a diferença entre os diferentes tipos de cistos ovarianos. Para, posteriormente, conhecer os possíveis sintomas e tratamentos para cada caso.

Cistos ovarianos

Alessandra Bedin Rubino, ginecologista do Hospital Israelita Albert Einstein, destaca, primeiramente, que existem diferentes tipos de cistos ovarianos:

  • Os funcionais, que são fisiológicos, e nada mais que a ovulação;
  • Os microcistos, que podem estar relacionados a alterações hormonais;
  • Os cistos simples, que se não forem os normais, ovulatórios, em geral, são de origem benigna, muitas vezes hormonal;
  • Os cistos complexos, que podem ser benignos ou não.

A ginecologista destaca que estes últimos, sim, devem ser acompanhados mais de perto e até operados, dependendo do caso.

Incidência

A ginecologista Alessandra explica que cerca de 40% das mulheres podem ter algum dos tipos de cisto de ovário durante a vida: microcistos, cistos simples ou cistos complexos. (Já que os funcionais fazem parte do processo normal de menstruação).

Idade

Uma dúvida comum entre as mulheres é se existe uma idade específica para o problema aparecer.

Mas a ginecologista Alessandra destaca que depende da causa. “Em geral, aqueles relacionados a alterações hormonais (grandes ou pequenos) vão por toda a época fértil das mulheres, na maioria das vezes, na adolescência e na pré-menopausa”, diz.

Os cistos complexos variam, ainda de acordo com a médica. “Endometriomas, por exemplo, acontecem entre 30-45 anos de idade, principalmente. Cistos tipo teratoma, em qualquer idade (são de origem embrionária, mas acredita-se que é ao redor dos 30 anos que os percebemos mais). Já os tumores malignos do ovário são mais típicos nas mulheres mais velhas, pós-menopausa”, explica.

Sintomas

A ginecologista explica que os cistos de ovário que não são acompanhados de alterações hormonais são superdifíceis de darem sintomas. “Quando apresentam, o principal é dor na região baixa do abdome, cólicas menstruais etc.”, diz.

No caso dos cistos hormonais, a irregularidade da menstruação é, em geral, a maior frequência. “Mas acne, aumento dos pelos, aumento de peso, entre outros sintomas, também podem acompanhar”, explica Alessandra Rubino.

Em que momento devo procurar ajuda?

A ginecologista Alessandra destaca que é importante buscar ajuda médica assim que a mulher tiver qualquer alteração menstrual ou sentir dor, especialmente menstrual.

Caso os seguintes sintomas – sensação de satisfação assim que começar a comer; perda de apetite e perda de peso involuntária – tenham se apresentado com frequência em um período de duas semanas, também vale a pena entrar em contato com seu ginecologista.

Tratamento do cisto ovariano

Alessandra Rubino explica que o tratamento de cisto ovariano varia dependendo da causa. “Às vezes é feito com o uso de anticoncepcionais, às vezes é necessária uma cirurgia, ou então, só é feito acompanhamento”, diz.

É um problema grave?

De acordo com a ginecologista, os cistos ovarianos não representam necessariamente um problema de saúde grave. “Mas, dependendo da causa, ao longo da evolução, podem ocorrer distúrbios hormonais importantes ou doenças como a endometriose, que podem progredir, levando a quadros de dor crônica e esterilidade”, destaca.

Isso sem falar do câncer que, infelizmente, é uma possibilidade.

Prevenção

Segundo a ginecologista, não há uma maneira de evitar que os cistos ovarianos apareçam. “Mas ir ao ginecologista com uma frequência razoável é muito importante. Já que qualquer um dos casos, inclusive o câncer, são tratáveis se diagnosticados precocemente”, destaca.

Por isso, não deixe de visitar seu ginecologista regularmente e converse com ele sobre qualquer sintoma que você tenha considerado diferente. Essa é a melhor maneira de prevenir esses e outros problemas de saúde!

Comentários
Dicas relacionadas