Entenda a cistite de lua de mel, que surge após a relação sexual

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Atualizado em 21.06.22

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O termo cistite de lua de mel ficou em alta após a cantora Anitta declarar em entrevistas que lida com o problema. Apesar de pouco divulgada, a doença é muito comum em mulheres, principalmente após relações sexuais. Confira mais detalhes e as explicações da ginecologista Lorraine Sales sobre o assunto.

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O que é a cistite de lua de mel?

Segundo Lorraine, a cistite de lua de mel é uma inflamação que acomete a bexiga após uma relação sexual. Ela comentou que “muitas mulheres, quando têm relação sexual, após vinte e quatro e quarenta e oito horas, começam a apresentar sintomas de infecção urinária”.

“Essa infecção é causada por uma bactéria que as pessoas têm no intestino, na região em volta do ânus. Quando ocorre a relação sexual, na fricção entre a genitália feminina e a masculina, pode haver a ascensão dessa bactéria para a uretra”, finalizou a ginecologista.

5 sintomas comuns do problema

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A ginecologista citou os principais sintomas da cistite de lua de mel, são eles:

  • Vontade frequente de urinar;
  • Durante o ato de micção, a urina é escassa ou acaba nem saindo;
  • Dor ou ardência para urinar;
  • Dor na região do baixo ventre;
  • Em alguns casos, pode haver presença de sangue na urina.

Siga a leitura para saber como prevenir e tratar a cistite de lua de mel, além de conferir as respostas para as dúvidas mais frequentes.

Como prevenir e tratar a cistite de lua de mel

É possível prevenir a cistite de lua de mel. A primeira dica da ginecologista é urinar imediatamente após a relação sexual, inclusive, essa é a sugestão mais importante. Além disso, ela também recomenda “não segurar o xixi por muito tempo, beber bastante água ao longo do dia, evitar camisinha com espermicida e evitar desodorantes spray na região vaginal”.

Lorraine citou a existência da profilaxia pós-coito, um antibiótico em baixa dosagem. No entanto, ela ressaltou que “só é recomendada para mulheres que têm infecção urinária de repetição associada ao ato sexual”.

A ginecologista explicou que é preciso buscar um médico assim que notar os primeiros sintomas, pois o tratamento é feito com antibióticos. “A cistite sempre deve ser tratada para evitar que evolua para uma pielonefrite (inflamação nos rins)”, complementou.

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Como é feito o uso de antibióticos, o tratamento deve ser recomendado e acompanhado pelo médico. Lorraine ainda citou que “a automedicação pode trazer consequências graves, inclusive, a piora do quadro e resistência das bactérias aos remédios”.

Dúvidas sobre a cistite de lua de mel respondidas pela ginecologista

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Quanto tempo dura a cistite de lua de mel?

Lorraine Sales (LS): as mulheres persistem com os sintomas de cistite até a realização do tratamento adequado.

A cistite pode se curar sozinha?

LS: não. Como envolve uma infecção causada por bactérias, é preciso eliminá-las e isso só ocorre com o uso de antibióticos.

O tamanho do pênis pode influenciar no aparecimento da cistite de lua de mel?

LS: não. O tamanho do pênis não interfere e não influencia na ocorrência da cistite.

É possível desenvolver a cistite de outros modos?

LS: sim. Além do ato sexual, é possível desenvolver o problema ao segurar a urina por muito tempo, beber pouco líquido, fazer a higienização da região íntima incorretamente, usar desodorantes em spray ou produtos que irritem a área genital, realizar ducha vaginal, usar camisinha com espermicida.

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Por que as mulheres são mais afetadas pelo problema?

LS: por causa do tamanho da uretra feminina, em média, ela tem 5 cm. Nos homens, ela pode chegar a 12 cm. Ou seja, o caminho percorrido pela bactéria para chegar até a bexiga é mais curto nas mulheres.

Como você pode ver, a cistite de lua de mel é desencadeada após uma relação sexual. No entanto, há prevenção. Então, tome todos os cuidados recomendados e não deixe de consultar sua ginecologista de confiança. Confira também a matéria sobre dor pélvica, outro problema que afeta muitas mulheres.

As informações contidas nesta página têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.