Câncer de pele: é possível se prevenir

Entenda o motivo de essa doença ter ficado tão comum atualmente

Escrito por Daniela Hueb

Você já deve ter se cansado de tanto ler matéria falando que é importante evitar o excesso de exposição ao sol e usar protetor solar para não dar chance ao câncer de pele no futuro e acabou nem dando bola, porque, afinal de contas, as pessoas exageram. Mas não nesse caso. Isso porque a exposição excessiva à luz ultravioleta pode danificar o DNA nas células da pele e aumentar o risco de câncer de pele do tipo melanoma ou não. As células da pele são bastante suscetíveis a danos a partir do momento que ficam expostas à luz ultravioleta.

Por que a luz ultravioleta é tão perigosa?

A UVA e UVB são as mais comuns, sendo que a A é a mais perigosa para a pele, por ser mais absorvida e vem do sol, lâmpadas, câmaras de bronzeamento artificial e está presente em dias frios e nublado. O que acontece é que a luz UVA não é filtrada pela camada de ozônio e a pele a absorve, provocando alterações em fibras elásticas e colágenas, provocando rugas, perda da elasticidade, manchas e o principal: podendo causar mutações no nosso DNA, o que favorece o câncer.

Envelhecer: outro vilão do câncer de pele

O passar do tempo por si só não provoca malefícios, o que acontece é que o sistema imunológico do corpo fica menos capaz de lutar contra infecções e controlar o crescimento de células “estranhas”. Pessoas com sistema imunológico enfraquecido têm maior risco para desenvolver câncer de pele. Por esse motivo, é mais comum pessoas acima dos 40 anos apresentarem câncer de pele.

A alimentação tem algo a ver?

Uma dieta rica em alimentos antioxidantes (frutas, como goiaba vermelha, laranja e uva; verduras verde-escuras, tomate e sucos naturais) ajuda a pele a eliminar os radicais livres que podem colaborar com o qualquer tipo de câncer à medida que envelhecemos. Não fumar e não abusar do álcool também ajuda a evitar, já que esses dois hábitos aceleram o envelhecimento da pele, também por conta dos radicais livres.

Como eu sei que posso ter câncer?

O câncer da pele é um tumor formado por células que sofreram uma transformação e multiplicam-se de maneira desordenada e anormal, dando origem a um novo tecido (neoplasia). Esse tipo de câncer atinge principalmente as pessoas de pele branca, que se queimam com facilidade e quase nunca se bronzeiam. Cerca de 90% das lesões localiza-se nas áreas da pele que ficam expostas ao sol (braços e rosto), o que mostra a importância da exposição solar para o surgimento do tumor.

Os tipos mais comuns

Carcinoma basocelular: é o mais frequente e não costuma ser maligno. Está relacionado à radiação UVB, que predomina entre 10 e 14h. Ele aparece na forma de nódulo ou ferida que não cicatriza e seu crescimento é lento.

Carcinoma espinocelular: é mais raro e está relacionado a cicatrizes de queimadura ou asperezas causadas pelo sol. Começa em geral com uma lesão avermelhada e áspera que vai aumentando de tamanho e sangra fácil.

Melanoma maligno: é o que mais dá medo. Sua incidência vem aumentando em todo o mundo. Ele aparece a partir de sinais escuros da pele, mas, pode ocorrer também numa pele sem lesões. O melhor jeito de se prevenir é manter o hábito de observar as pintas com frequência (autoexame), além de visitar um dermatologista, uma vez por ano. Este tipo facilita a metástase, que é quando o câncer se espalha, atingindo outras partes do corpo, por isso é tão grave.

Sim, você pode evitar, desde que:

  • Não fique tempo prolongado no sol das 10 às 16h.
  • Use sempre um filtro solar com fator de proteção solar (FPS) acima de 30 (os fatores abaixo de 15 não protegem contra câncer). Espalhe porções generosas, ao menos 20 minutos antes de se expor ao sol, reaplique após mergulhar ou transpirar demais. No dia a dia, no trabalho, por exemplo, reaplique duas vezes ao dia.
  • A grande maioria dos cânceres de pele se encontra no rosto, por isso tem que protegê-lo tão bem. Não se esqueça de passar protetor nas orelhas e usar protetor labial: esses locais costumam ser bastante afetados pela doença.
  • O quanto antes você usar protetor, melhor é, uma vez que o câncer de pele surge de efeito cumulativo do sol. Por isso, mostre aos seus filhos a importância deste hábito.
  • Não espere e marque com um dermatologista se existem manchas na sua pele que estão se modificando, formam “cascas” na superfície e sangram com facilidade.

Os tratamentos

Quando câncer de pele do tipo não-melanoma é detectado cedo, basta a biópsia para removê-lo completamente e não é necessário mais nenhum tratamento. Para câncer de pele melanoma ou não-melanoma avançado, geralmente precisa-se de um conjunto de tratamentos, como cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapia fotodinâmica, e imunoterapia.

Como qualquer problema de pele, logo que é detectado e iniciado o tratamento, menos dura e as chances de cura são bastante altas e até mais rápidas, por isso é tão importante que você analise bem suas pintas e manchas e vá com regularidade ao dermatologista, combinado?

Dicas pela Web