Body Combat: luta, diversão e menos calorias

Programa é reproduzido em academias de mais de 80 países. Ao som de músicas estimulantes, movimentos são inspirados em diferentes modalidades de artes marciais

Escrito por Jenifer Corrêa

Foto: Thinkstock

Uma combinação inusitada e divertida entre música, ginástica e artes marciais. Essa é a proposta do Body Combat, um programa Body Systems que harmoniza movimentos do karatê, boxe, muay thai, jiu jitsu, kick boxing e até da capoeira para queimar calorias de uma forma dinâmica e muito divertida.

A base do Body Combat é fazer com que os praticantes ponham para fora tudo o que está acumulado. “A ideia é descarregar raivas e frustrações em um inimigo imaginário e, assim, diminuir o estresse diário. Os exercícios estimulam o alívio mental ao mesmo tempo em que movimentam o corpo”, afirma Leo Fulchgnoni, assistente técnico do Body Combat no Brasil.

A programação da aula pode variar conforme a academia, mas costuma começar com uma sessão de alongamento para que os participantes possam aprender os movimentos que serão utilizados. Em seguida, tem início uma sequência de músicas que darão o ritmo para socos, chutes e outros movimentos.

“Ao som de músicas eletrizantes e motivantes, os movimentos das artes marciais trabalham pernas e braços. Depois, é hora de fazer abdominais e flexões e, então, o alongamento final”, descreve a professora da Bio Ritmo, Letícia Kilmas.

Leo explica que todos os movimentos são adaptados para a sala de ginástica e dispensam a utilização de qualquer tipo de equipamento. Os participantes utilizam apenas o próprio corpo e a boa notícia é que essa dinâmica acaba resultando em um intenso gasto calórico, entre 600 kcal a 700 kcal por aula.

Mais benefícios

Além de ser um grande aliado de quem está querendo perder uns quilinhos, Rossana Gomes, coordenadora de ginástica da Runner em São José dos Campos, destaca que o Body Combat oferece ainda uma série de outras vantagens para quem pratica:

1. Desenvolvimento da coordenação e da agilidade: os movimentos inspirados nas artes marciais fazem com que a atividade física estimule os participantes de diversas maneiras.

2. Melhora na função cardiorrespiratória: por ser uma atividade física aeróbica e intensa, contribui muito com a melhora do condicionamento físico e aumenta a disposição.

3. Aumento da autoconfiança: aprender movimentos de luta ajuda a aliviar o estresse e contribui com uma sensação de poder. Entretanto, a especialista alerta que o Body Combat, apesar de se inspirar em técnicas de várias artes marciais, não deve ser encarado como uma aula de defesa pessoal.

Quem pode praticar?

O Body Combat deve ser encarado como qualquer atividade física e, por tanto, uma avaliação é indispensável antes de começar a frequentar as aulas. “Uma boa avaliação física vai determinar se o aluno está apto para se exercitar e mostrar se há restrições. Pessoas com patologias em joelhos, tornozelos e coluna, só podem praticar com autorização médica”, afirma Renata Alves, gerente da Academia Malhação, em Belo Horizonte.

Especialmente para quem quer emagrecer, a indicação é que as aulas sejam feitas de duas a três vezes por semana, com duração de 50 minutos a uma hora. “Os exercícios são elaborados por uma equipe especializada, que recicla a sequência a cada três meses”, explica Léo. Ele acrescenta que o Body Combat é praticado em academias de mais de 80 países, todos seguindo um mesmo programa.

Assuntos: Boa forma, Fitness

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