Artes marciais para mulheres: veja o depoimento de quem pratica

A nova moda das academias é cada vez mais buscada por mulheres que querem modelar o corpo e aprender a se defender

Escrito por Carolina Werneck

Foto: Carolina Werneck

Normalmente constituído por homens, o público que busca a luta como uma opção para a prática esportiva já conta com uma grande fatia de mulheres. A despeito do rótulo de “sexo frágil”, essas guerreiras procuram não apenas uma forma de trabalhar o corpo, mas também um treinamento de segurança pessoal.

Kung fu, karatê, judô, muay thai; as artes marciais são velhas conhecidas das academias mas, nos últimos tempos, com o desenvolvimento do Mixed Martial Arts (MMA) e o posterior “glamour” a ele atribuído, um número cada vez maior de pessoas procura por esse tipo de esporte.

De acordo com o professor Emerson Nunes, dono de uma academia que ensina diversos tipos de luta, depois que o UFC se tornou sinônimo de fama e status social, o número de alunos em seu tatame quase dobrou. “Muita gente tem se interessado pela luta porque agora está na moda mas, depois que começa a ter as aulas, acaba realmente pegando gosto e não quer mais parar”, afirma.

Para Nunes, o público feminino só tem a acrescentar ao esporte, uma vez que as alunas ajudam a diminuir a forte carga de machismo associada a ele. “As mulheres entenderam que a luta não é coisa de machão, que pode ajudar mesmo a mais delicada delas a modelar o corpo e também a trabalhar a mente, além, claro, de ser uma boa maneira de aprender autodefesa”, diz.

Por que escolher as artes marciais?

Gabriele Santana, diretora de arte em uma agência de publicidade, é uma das alunas mais assíduas de Nunes. Ela explica que, durante toda a vida, praticou esportes como futsal e corrida, mas, há dois anos, descobriu na luta sua verdadeira paixão. “Eu estava fazendo musculação em uma academia, mas achava aquilo muito chato e sempre ficava olhando a galera que fazia aula de luta, até que, um dia, resolvi tentar”, explica.

Outra que concorda com o ponto de vista de Gabriele é Mayara Uana, estudante de Zootecnia. Para ela, a luta apareceu depois de três anos de musculação. “Eu praticava musculação e até gostava, mas acabei ficando sem tempo para isso, então pensei em começar a lutar. Achei que seria uma aula divertida e animada e, hoje em dia, gosto mais do que gostava da ginástica”, diz.

Quais os benefícios da luta para o corpo?

As meninas concordam que a luta traz resultados mais perceptíveis, em um mesmo período de tempo, quando comparada a atividades como a musculação e a aeróbica, por exemplo. Gabriele, que tem aulas três vezes por semana, diz: “percebi que o corpo fica mais modelado; a musculação faz o mesmo, mas com mais tempo. Para quem quer perder peso, é importante fazer algo que seja divertido e, ao mesmo tempo, traga resultados. A luta faz isso”.

Já Mayara indica a prática para qualquer tipo de mulher. “É um esporte importante para se ter noções de autodefesa, além dos benefícios que traz para o corpo. Eu ainda pretendo praticar outras artes marciais, quando tiver tempo disponível para isso”, finaliza ela. Veja a seguir um exemplo de uma aula de Muay Thai feminino:

Se você se empolgou e pretende começar a praticar algum tipo de luta, que tal fazer uma pesquisa nas academias da sua cidade? Para quem não gosta ou não tem paciência para outros esportes, essa pode ser uma opção descontraída e efetiva.

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