9 maneiras de evitar que seu cãozinho se perca ou seja roubado

Os cuidados devem existir dentro de casa e principalmente nos passeios com o animal

Escrito por Tais Romanelli

Foto: Thinkstock

Que o cachorro é o melhor amigo do homem e pode trazer muitas alegrias a uma família todo mundo sabe! Porém, ter um animal de estimação em casa exige cuidados especiais e, também, tempo. O dono precisará sempre reservar um momento do seu dia para dar carinho e atenção a ele e, sobretudo, estar atento à sua segurança e bem-estar.

Infelizmente, por mais obediente e feliz que seja dentro de um lar, todo cachorro está sujeito a se perder de seus donos ou a ser roubado por pessoas mal intencionadas. Não são poucos os casos de animais que fogem de casa e nunca mais são encontrados, o que pode causar muita tristeza à família. Porém, isso pode ser evitado, claro, com medidas tomadas pelos proprietários.

Cris Viviani, bióloga e veterinária especialista em comportamento animal, destaca que não existem raças de cachorros predispostas à fuga. “Porém, há casos de animais mais ativos que, por sua vez, têm proprietários que não podem ou não fazem os passeios necessários para mantê-lo equilibrado e saudável.

Então, eles provavelmente vão dar um jeito de fugir e passear sozinhos”, diz a profissional que faz consultas e treinamentos a domicílio, ressaltando, em primeiro lugar, a importância do dono reservar um tempinho do dia para levar seu cão passear de forma segura.

Além do passeio do animal, outras ações, relativamente simples, podem fazer toda a diferença e evitar que seu cãozinho fuja ou ainda, seja roubado. Confira:

1. Colocar identificação do animal na coleira

Os proprietários devem sempre deixar no animal uma coleira permanente com placa de identificação, com nome do animal e telefone(s) do dono.

2. Optar pela microchipagem

Outra possibilidade é a microchipagem. “Os microchips são implantados no cão como uma aplicação de vacina. No caso de fuga, o animal que está devidamente identificado pode ser devolvido ao proprietário”, explica Cris Viviani.

Mas o ideal, claro, é que o animal não chegue a fugir! “Deve ser tomado muito cuidado para que isso não aconteça. Além de se perder, o cão pode ainda ser atropelado, sofrer maus tratos, se machucar, sofrer em brigas com outros animais etc.”, ressalta a veterinária.

3. Ficar atenta à qualidade e ao estado da coleira

É necessário tomar muito cuidado com coleira utilizada para levar o cão passear. “Sempre averigue se não está muito gasta ou ainda, abrindo os encaixes (o que é muito comum)”, destaca Cris Viviani.

Ao comprar esse item, certifique-se de que é de boa qualidade e de que o tamanho é adequado às medidas do seu cão.

4. Nunca deixar o portão aberto

Este é um cuidado fundamental, que evita que seu cão seja roubado ou se perca pelas ruas.

“Nunca deixe o portão aberto, mesmo que ele esteja acostumado a dar uma volta no quarteirão sozinho. Ele pode encontrar uma fêmea no cio, por exemplo, e ir muito mais longe do que está acostumado. E quando perceber, provavelmente não saberá voltar”, alerta a veterinária. “Ao contrário do que muitos pensam, o cão perde, sim, a referência de sua casa, podendo nunca mais encontrar o caminho de volta”, diz.

“Até existe treinamento apropriado que pode prevenir que seu cão fuja pelo portão, mas para esses casos mais específicos, é necessário consultar um especialista (adestrador) para ajudá-la”, diz Cristiane.

Ou seja, se seu cãozinho ainda não é adestrado, não é indicado deixar portas e portões abertos!

5. Não deixar seu cão sair sozinho

Muitas pessoas alegam que seu animal sabe “dar uma volta” sozinho, mas nesses casos o risco de ele ser roubado ou, simplesmente, se perder é muito grande (como citado acima).

“Minha recomendação é: nunca deixe seu cão dar uma voltinha sozinho, mesmo que ele esteja ‘acostumado’ a isso”, alerta a veterinária Cris.

“Você nunca sabe se ele encontrará uma pessoa mal intencionada nesse passeio. Além disso, você é responsável pelas ações dele, qualquer coisa que acontecer a outro cão (no caso de uma briga) ou ainda, a uma pessoa (uma mordida, por exemplo) é responsabilidade sua”, destaca Cris Viviani.

“Outra coisa que devemos pensar é na sujeira que o seu animal poderá deixar na calçada do outro. Será que seu vizinho que optou por não ter cachorro gosta de limpar a sujeira de seu cãozinho? Quando ele passeia sozinho, você não tem a possibilidade de recolher suas fezes e descartá-la da forma correta”, explica a veterinária.

6. Exigir cuidado nos passeios

Ao deixar seu cão ser levado para o banho ou para um passeio com outra pessoa, sempre exija que vá identificado e peça o máximo de cuidado.

“Só deixe-o ir tomar banho num pet de sua confiança. Já aconteceram muitos casos de cães que se perderam no caminho do pet shop, por isso, vale a pena pedir para a pessoa responsável sempre transportá-lo em caixa apropriada e ficar atenta a toda movimentação dele dentro do local”, explica Cris.

Outra forma comum de roubo de cães de raça, destaca a veterinária, principalmente nas grandes cidades, acontece durante o passeio na rua com empregados, dog walkers ou com adestradores. “Muitas vezes pede-se resgate pelo sequestro do cão, mas na maioria das vezes, eles são comercializados”, alerta.

Neste sentido, é fundamental também entregar seu animal sempre a profissionais de confiança, com experiência comprovada na tarefa. Embora o sequestro do cão seja um acidente (e não aconteça por culpa do empregado, adestrador ou dog walkers), é seguro saber que seu animalzinho está em boas mãos e que, com certeza, a pessoa responsável fará de tudo para que o passeio aconteça da melhor maneira possível.

7. Ficar atenta ao portão

“Se você mora em casa e seu cão tem acesso ao portão que dá para a rua, verifique se ele não pode passar entre as grades, ou mesmo se não consegue abri-lo. Existem pessoas mal intencionadas que roubam cães, especialmente os de raça, para comercializá-los”, alerta Cris.

8. Ter cuidado no passeio de carro

O cão deve ser transportado preferencialmente numa caixa de transporte, destaca a veterinária Cristiane. “É muito mais seguro para ele e também para os passageiros. Mas se não for possível, o animal deve sempre ficar no banco de trás e com cinto de segurança apropriado ao tamanho do animal. Deve-se ainda ter o cuidado de manter janelas fechadas, principalmente ao parar o carro para abastecer, em semáforos etc.”, diz.

“Ao descer ou subir o animal no carro, nunca faça sem coleira e guia, por mais que ele possa ir no colo do dono”, alerta a profissional.

9. Investir na segurança de toda a casa

Nos dias atuais é impossível fechar os olhos aos diversos casos de furtos e sequestros que acontecem dentro das residências.

“Em um caso de roubo de residência, por exemplo, se o cão estiver sozinho em casa e, especialmente se for de raça, ele poderá se tornar vítima e ser roubado. Seja para ser comercializado ou para que o ladrão possa pedir aos donos seu resgate”, explica a veterinária.

Neste sentido, é fundamental ficar atento à segurança de toda a casa.

Afinal, todo cuidado com esses animais é pouco… Só quem tem um cãozinho em casa sabe o significado que ele tem dentro de uma família. E com pequenas ações e muito cuidado é possível evitar que algum incidente, um dia, o tire de perto das pessoas que ama!

Assuntos: Família

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