7 dicas essenciais para escolher um bom médico ou hospital

É importante que o profissional seja atencioso e passe segurança aos pacientes

Escrito por Tais Romanelli

Foto: Thinkstock

Uma pesquisa recente mostrou que, nos Estados Unidos, as pessoas gastam mais tempo à procura de um carro novo do que pesquisando sobre um bom médico. De acordo com o relatório, 42% dos adultos demoram pelo menos 10 horas para escolher o veículo ideal, enquanto muitos outros gastam menos de 1 hora investigando sobre um profissional e um hospital que possam atendê-los de forma satisfatória.

Embora no Brasil ainda não tenha sido divulgado nenhum estudo deste tipo, vale a pena nos perguntarmos se estamos, mesmo, gastando tempo suficiente na escolha de um profissional ou hospital que vá cuidar da nossa saúde.

É claro que, em situações de emergência, não temos muito tempo para isso. Mas em casos de uma cirurgia que ainda será agendada, na busca por um profissional de determinada área para atendê-la, vale a pena pesquisar!

Um hospital ou plano de saúde conta com diversos médicos. Será que todos os profissionais são igualmente bons? Essa é uma pergunta inicial a se fazer.

Não é uma questão de duvidar da capacidade médica, mas aqui consideramos que um bom médico é também aquele que sabe atender seu paciente, afinal, lidar com a saúde, exige muito mais do que uma boa formação. O profissional deve ser atencioso, demonstrar conhecimento, passar segurança etc.

Neste sentido, você confere abaixo algumas dicas do que deve/pode levar em consideração na hora de escolher um bom médico ou hospital:

1. Indicação

“Sempre quando preciso ir a um médico, converso com meus amigos e familiares pedindo indicações”, conta Fernanda Pouso, secretária, 32 anos.

É importante ouvir a declaração de outras pessoas sobre determinado profissional e até sobre um hospital. Mas é fundamental que mais de uma opinião sejam levadas em consideração. O mesmo médico que foi bom para uma boa pessoa, talvez não tenha acertado para outra… Quanto mais depoimentos ouvir, melhor!

2. De olho no currículo

Adquira um outro hábito: o de checar o currículo do profissional. Confirme se o nome consta em pelo menos duas listas de referência: a do conselho regional de medicina e da sociedade ou associação brasileira da especialidade a que ele divulga pertencer – Sociedade Brasileira de Dermatologia, por exemplo. Esse tipo de pesquisa é completamente simples hoje em dia, graças à internet!

“Tenho o costume de pesquisar o site da Plataforma Lattes antes de escolher um médico. Lá, além da formação do profissional, consigo ver lugares onde trabalhou, especialidades etc.”, diz Patrícia Maneu, jornalista, 28 anos, se referindo ao endereço online Lattes, que é uma base de dados de currículos na área de ciência e tecnologia do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

3. Dar preferência à especialização

Se você está, por exemplo, com dor nos joelhos, dê preferência a um ortopedista que atue mais especificamente nesta área. Ao avaliar o currículo do profissional, vale a pena saber em quais áreas eles se especializou e quais são os casos que ele atende com mais frequência.

4. Visitar mais de um médico

Em casos mais graves ou que exigem maior investigação, a dica é marcar consulta com pelo menos dois profissionais, ouvindo, assim, diferentes opiniões médicas.

“Estava com um problema no joelho. Um médico sugeriu que eu operasse. Outro achou que eu poderia melhorar fazendo apenas fisioterapia. Foi fundamental ouvir duas opiniões, pois resolvi minha situação sem precisar de uma cirurgia”, conta Maria Lúcia Pereira, dona de casa, 58 anos.

5. Atendimento

A forma como o médico trata sua paciente na consulta faz toda a diferença. O mesmo vale para o atendimento de enfermeiros e funcionários de um hospital.

“Quando procuramos um médico, independentemente da área, queremos ser bem tratadas. Ele deve ouvir nossos questionamos, ter paciência para nos explicar o que é preciso. Acredito que este ponto é fundamental para a escolha”, diz Fernanda Pouso.

6. Disponibilidade

Embora esta não seja uma regra, alguns médicos não se incomodam em passar para a paciente o número do seu celular e se colocam à disposição para atendê-la caso surjam dúvidas. Essa atitude é mais comum entre os obstetras, que atendem mulheres grávidas. Mas em qualquer área da saúde é um fator que atribui pontos positivos ao profissional.

Porém, isso não significa que aquele médico que não passa o número de seu celular não é atencioso e, muito menos, que não é um bom médico. Cada profissional tem a sua forma de trabalhar e atender seus pacientes, o que deve ser sempre respeitado.

7. Transmitir segurança

A maioria das pessoas, quando procura ajuda médica, está com algum problema de saúde ou preocupada com algum sintoma que ainda não sabe o que representa.

O médico, além de atenção, deve oferecer segurança à paciente. Deve demonstrar domínio sobre o que está falando, investigar o caso se preciso (através do pedido de exames etc) e tranquilizá-la, quando necessário.

É importante que a paciente, independentemente de qual seja seu problema de saúde, veja o seu médico como a pessoa de total confiança, com a qual poderá sempre esclarecer suas dúvidas e acabar com seus anseios.

Afinal, confiança é a base para que qualquer relação seja duradoura, inclusive a profissional-paciente.

De olho nessas questões fica mais fácil escolher um bom médico e também um hospital que possa oferecer o melhor atendimento possível a você. E lembre-se: caso o primeiro profissional que você visite não lhe dê confiança ou segurança suficiente, não hesite em visitar o segundo ou terceiro… Afinal, com saúde não se brinca! E este é o tipo de escolha que pode fazer toda a diferença na sua vida.

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