Dicas de Mulher Dicas de Saúde

5 sinais de que você pode estar com deficiência de vitamina D

Fadiga inexplicada, dores articulares e baixa resistência a infecções podem estar associadas ao problema

em 09/05/2014

Foto: Thinkstock

Há décadas, pouco se ouvia falar sobre a importância da vitamina D e muitos profissionais da saúde acreditavam que ela era importante apenas para a manutenção de dentes e ossos saudáveis.

Porém, os avanços da ciência nos últimos anos passaram a colocar essa vitamina no centro das atenções ao destacar suas importantes funções na prevenção e até no tratamento de algumas doenças.

André V. F. Franco, idealizador do Vitamina D – Brasil – um projeto sem fins lucrativos com o objetivo de educar as pessoas sobre a importância da vitamina D e da exposição solar sensata –, destaca que, no ano de 2010, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, demonstrou a forma que a vitamina D interage com o DNA humano. “Eles realizaram um sequenciamento genético criando um mapa para os receptores da vitamina D no organismo, onde puderam constatar que cerca de 10% do genoma é influenciado por ela (a vitamina D age no corpo humano como um hormônio, ativando e desativando os genes). Eles também demonstraram que a vitamina D tem um efeito significativo sobre a atividade de 229 genes ligados com doenças”, explica.

Devido a estas constatações, milhares de estudos passaram a investigar o potencial papel da vitamina D na prevenção, e até mesmo no tratamento, de muitas doenças da atualidade.

Deficiência de vitamina D

Consequentemente, a deficiência de vitamina D passou a ser significativamente associada a diversos problemas, conforme destaca André Franco:

  • Doenças crônicas, como as condições autoimunes, como a esclerose múltipla, a artrite reumatoide e o diabetes do tipo 1;
  • Vários tipos de câncer;
  • Doenças cardiovasculares;
  • Diabetes do tipo 2;
  • Doenças neurológicas e psiquiátricas;
  • Doenças infecciosas, tais como infecções respiratórias, pneumonia, otite média, infecções urinárias, gripe, dengue, hepatite B, hepatite C, tuberculose;
  • Resultados adversos da gestação e do parto;
  • Mortalidade em geral.

“Paralelamente a isso, muitos estudos têm demonstrado que cerca de cinquenta por cento da população mundial, devido a hábitos de vida modernos, sofre com a sua deficiência. Com essas informações, dá pra ter uma ideia da importância que ela tem para a saúde de crianças e adultos, e das consequências que sua deficiência crônica pode levar”, acrescenta André Franco.

Sintomas da deficiência de vitamina D

André explica que, na maioria das pessoas, a deficiência de vitamina D é assintomática. Porém, alguns sintomas, como os citados abaixo por ele, podem estar relacionados a este problema:

  1. Fadiga sem explicação
  2. Dor musculoesquelética
  3. Fraqueza muscular
  4. Dores articulares
  5. Baixa resistência a infecções

Portanto, caso você esteja com algum desses sintomas, vale a pena se consultar com um médico e conversar com ele a respeito do assunto. A melhor maneira de descobrir a deficiência de vitamina D é fazer um teste de sangue que medirá o nível dessa vitamina.

Orientações importantes para aumentar os níveis de vitamina D

André Franco explica que a conversão pela incidência da luz ultravioleta B na pele é a grande fonte de vitamina D. “De fato o Sol é responsável por cerca de 90 por cento da vitamina D que necessitamos, o restante provém da dieta”, explica.

No que diz respeito à alimentação, André cita boas fontes da vitamina:

  • Peixes como o salmão, atum e sardinha;
  • Cogumelos;
  • Leite e seus derivados.

Mas, no diz respeito ao Sol, André Franco explica que, para garantir a produção de vitamina D, a exposição solar deve ocorrer em um horário de incidência de UVB, que equivale ao Sol mais forte do dia. “No entanto, essa exposição deve ser breve, variando entre 10 a 20 minutos, dependendo do tom da pele da pessoa. Isso deve ser feito ainda com o máximo de pele exposta possível – no mínimo braços e pernas –, e sem o uso do filtro solar”, destaca.

André ressalta ainda que pessoas idosas têm maior dificuldade para sintetizar a vitamina D a partir da luz solar. “Indivíduos obesos, com pele escura, fumantes ou pessoas que estejam privadas da exposição solar diária – por questões profissionais ou outras – estão em maior risco para deficiência de vitamina D. Para estes casos a suplementação também deve ser considerada”, finaliza.

Agora você já conhece a importância que a vitamina D exerce sobre nossa saúde. Vale a pena se atentar a alguns sinais que podem estar relacionados à deficiência dela e, caso seja necessário, conversar com um médico de sua confiança a respeito do assunto.

Comentários
Dicas relacionadas